Jan 16

Dízimo

DÍZIMO UMA QUESTÃO DE FIDELIDADE E AMOR AO REINO DE DEUS
 

Temos observado a relutância de algumas pessoas sobre a necessidade de dizimar. Uma parte compreende que é Bíblico o dízimo e que este deve ser o dever de todo Cristão. Devolver a Deus aquilo que lhe pertence. Por outro lado, outros, entendem de modo contrário, estabelecem a convicção da desnecessidade de dizimar.

É evidente que o que vamos abordar, servirá como base a todos aqueles que desejam uma resposta convincente.

Neste estudo que hora apresento, tenho por finalidade mostrar a realidade bíblica concernente a este tema e não uma mera opinião minha e dos defensores deste principio bíblico. Meu desejo é que o espírito santo ilumine a mente de todo aquele que ler este estudo.

 A FÉ, A PARTILHA E O DÍZIMO.

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho. Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hb. 11:1-3).

A fé é o fundamento da esperança; é uma certeza a respeito do que não se vê. Foi ela que fez a glória dos nossos antepassados. Pela fé, reconhecemos que o mundo foi formado pela Palavra de Deus e que as coisas visíveis se originaram do invisível.

A fé é o meio indispensável para nos relacionarmos com Jesus e com o seu Pai. Certamente só conseguiremos obedecer a Deus e guardar seus princípios, mandamentos, estatuto se em nós existir a fé.

Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb. 11:6).

Esta fé é a força e alimento na caminhada do homem. Assim, cuida de si, das coisas de Deus e do seu plano. Com a fé, crê-se, acredita e confia nas obras do Reino.

O plano do Reino se alicerça da fé, do crer, se doar, do amor e da partilha. Por isso, confiantes em Deus é infinitamente gratificante saber que Ele nos recebe, recebe nosso amor e nossa partilha. Pela partilha, acolhe o dízimo como um presente que o agrada e o deixa feliz; a exemplo da oferta de Abel (Hb. 11:4).

–          O dízimo é a devolução a Deus, daquilo que já é de Deus.

–          O dizimo não é um imposto, taxa, pagamento, contribuição, porque Ele (O Pai Celestial) não precisa; Não é resto do que sobra que oferecemos, mas nosso dízimo é exatamente a resposta da fé, do amor, obediência e reconhecimento; pois tudo o que somos e que temos, vem D’Ele.

–          O dízimo é uma atitude de fé. É consciência de que uma parte dos nossos rendimentos é de Deus e, conseqüentemente da comunidade. Por isso, ele é devolvido para manutenção da comunidade, desde a ação social da Igreja, como da casa de oração, de obreiros e afins.

–          O dizimo significa o exercício da fé. Mas, só haverá compreensão do seu verdadeiro espírito e sentido, quando acontecer de forma pessoal uma experiência profunda, diante da essência e o mistério do Criador, quanto ao “partilhar“.

–          A partilha é uma resposta de amor á Palavra de Deus. É um caminho que direciona o homem a experiência do dizimo.

–          Além da sua devolução; seria necessário que cada um entendesse profundamente esses ideais de Deus: “partilhar é igualdade no seio do povo e na Igreja”. Esse é o projeto e propósito de Deus, para a humanidade e sua Igreja.

–          O segredo da partilha esta na fé, na obediência da Palavra de Deus, e no desejo de se ver um mundo renovado, um povo, uma comunidade, uma Igreja, viva e alegre (Atos 2:42-47; Atos 4:32-35; I Timóteo 6:17-19).

–          Se nosso coração ainda não se abriu de verdade na DEVOLUÇÃO DO DIZIMO é preciso pedir fé e sabedoria que vem d’Ele.

–          É preciso pedir fé total, sem reservas, que penetre no coração, no pensamento, na maneira de julgar as coisas divinas e humanas.

–           É preciso pedir uma fé que seja forte, que não tema os problemas, a oposição daqueles que contestam, a atacam, a recusam e a negam. Mas, que nossa fé resista o desgaste, da critica, que ultrapasse as dificuldades espirituais e temporais, permanecendo constantemente firme no Senhor Jesus.

–          Enfim, só entenderemos o valor e a dimensão da partilha “do dízimo”; quando nossa fé for viva, alegre, autêntica, atuante, envolvida da caridade, justiça, humildade, paz, dócil à Palavra de Deus e alimento da nossa esperança.


Diante do contexto da fé, que o dízimo possa nos educar mais ao amor, a misericórdia, justiça e ao plano da partilha. Seremos assim mais generosos, e, Deus será mais generoso conosco.
Pois, o dizimo que devolvemos a Deus, doamos a nós mesmos “o povo amado e querido de Deus”.

Podemos ficar certo de uma coisa, o ato de dizimar e ofertar hoje e cada vez mais tem perdido o seu brilho, muitos dizimam ou ofertam por interesses próprios, outros por um mandado ou por apelos dos dirigentes e são poucos os que fazem com gratidão á Deus. Talvez, alguns digam que o dízimo não tenha sido para nós, no tempo da graça, mas mesmo assim posso dizer é um belo exemplo que temos do Velho Testamento. Por que uma coisa é certa, quem não concorda com o dízimo muitas vezes nem das ofertas se lembra de entregar.

Vejamos a incoerência: o ato de congregar no templo foi estabelecido na Velha Aliança, mas hoje estamos na graça, pelo sacrifício de Cristo e nem por isso deixamos de congregar e construir um local (templo), mas se todos deixarem de dizimar e ofertar como iremos ter templos com um mínimo de conforto com iluminação, serviço de som, poltronas etc…

O inicio

Ao estudarmos a história de povos e nações da Antigüidade, descobrimos que eles também separavam parte das rendas e devolviam como dízimo ao seu deus e outros ainda a seu rei como forma de imposto. (Heródoto Vol. I, pág. 89). Isto bem antes de existir a nação de Israel.

Talvez alguém diga que é um costume pagão que adentrou a comunidade de Israel.

Mas quando cremos e entendemos que todas as nações no inicio eram uma só, e que desfrutaram do mesmo entendimento e fé transmitida por homens que honravam a Deus e seguiam seus ensinamentos, entenderemos com facilidade por que as nações, não só guardavam o preceito do dízimo, mas, quase todos os mandamentos da lei de Deus.

Exemplo claro se mostra na história de Abraão, quando esteve no Egito, e depois a história se repete com seu filho Isaque em Gerar. (Gênesis 12:14-20; 26:6-11, 26-31).

Poderíamos citar vários exemplos de que as nações pagãs, antes e depois do surgimento da nação de Israel possuíam muitos dos preceitos do povo de Israel, exemplo claro disto é o código de Amurabi. Com quem aquelas nações aprenderam?

O dízimo de Abrão: (Gênesis 14:18-20), o mesmo assunto está registrado em (Hebreus 7:4-6), os antidizimistas afirmam que o dízimo não é da dispensação cristã e, sim da Lei de Moisés. Aqui o dízimo aparece uns 400 anos antes da lei dada a Moisés,  (Gálatas 3:17), se o dízimo apareceu, na história do povo de Deus, tanto tempo antes da formação da nação de Israel e da lei, certamente, não é criação de Moisés, e muito menos, sua exclusividade. Mas, pensemos um pouco a respeito da pessoa de Abraão e a sua relação para conosco. Abraão é nosso pai na fé, todo o capitulo 4 de romanos nos faz esta revelação, no verso 16 diz precisamente o seguinte “portanto, é pela fé, para que segundo a graça, afim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós”. Paulo escreveu em (Gálatas 3:7-9), “sabeis, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão, ora tendo a escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o Evangelho a Abraão, dizendo todas as nações serão benditas em ti”, não parece dúvida! os crentes de todo o mundo são filhos do crente Abraão! E, Abraão devolveu o dízimo! Dele nós temos esta herança de benção; além da herança da fé. E note-se Abraão pagou dízimo de todos os seus bens, e, quando estava na incircuncisão, isto é, quando ainda era gentio. Portanto o dízimo nada tem haver com a lei de Moisés no tocante a sua origem, pois surgiu muito antes dela, arranque-se da Bíblia todo o conteúdo da lei dada a Moisés e ainda fica o Dízimo, na sua íntegra exatamente na parte que nos toca a fé e a justiça de Abraão, de quem, espiritualmente, descendemos. Enfim, muitos dizem que não havia lei do dizimar no tempo de Abraão, porém está claro e evidente que todas as coisas que Deus requer de nós sempre foi manifestado como lei (os mandamentos), ordenanças e estatutos e isto é bem claro que Abraão Guardou e que foi também requerido de Isaque que ele Guardasse para ser abençoado (Gênesis 26:5), veja que a primeira ordem que ele recebeu de Deus já obedeceu, não desça para o Egito.   Assim, se torna claro que o dízimo era não um costume e sim um estatuto dado por Deus como o era a oferta de sacrifícios e isto desde de Abel, e não vemos nada escrito este respeito, como também não aparece sobre animais imundos ou sábado diretamente, mas sim nas obras ou no proceder destes homens de Deus.

 

Certamente que todos os que combatem contra o preceito do dízimo concordam com ele, e aceitam ser uma prática bíblica, mas para o período do sacerdócio Levítico.

Mas, que com Jesus mudou o sacerdócio Levítico, assim, mudou as leis concernentes aos sacerdotes e nesta mudança o dízimo ficou fora, permanecendo somente as ofertas, e que a igreja deve viver somente de ofertas.

Obviamente que nós concordamos com as ofertas, mas, a força da oferta está nos dízimos. Se não há dízimo, logo chegaremos a conclusão que não existe também oferta.

Estes dois estão intimamente ligados, sendo o dízimo uma oferta com porcentagem determinada segundo a prosperidade do contribuinte.

Como o tema gera muitas indagações, e provoca estudos mais profundos, iremos considerar os comentários sobre o dízimo no novo testamento. E isto para que possamos formar nossa compreensão sobre o tema, e entender de maneira objetiva e prática o seu emprego, fundamentados conforme os preceitos Bíblicos.

Assim, analisando as palavras de Jesus, descobriremos que ele não falou nada contrário ao dízimo, antes foi favorável a permanência do mesmo. O que ele chama a atenção é que ninguém pode comprar a salvação por devolver o dízimo ou justificar suas más ações. Antes ele orientou aos judeus que deveria sim devolver o dízimo, porém sem omitir os demais preceitos do Senhor. (Mateus 23:3, 4 e 23)

Veja que os inimigos de Jesus nunca o acusaram de ter mudado a lei ou ensinado nada contrário ao dízimo. Certamente teriam prazer em acusa-lo, mas nada falou Jesus contrário a prática de dizimar, antes confirmou que o que é de Deus deve ser devolvido a Deus (Mateus 22:17-21), e o que é de direito ao homem deve-se devolver aos homens. Exemplo que ele demonstrou aos seus apóstolos e a nós. (Mateus 17:24-27).

Mas ai de vós, fariseus! porque dais o dízimo da hortelã, e da arruda, e de toda hortaliça, e desprezais a justiça e o amor de Deus. Ora, estas coisas importava fazer, sem deixar aquelas”. (Lucas 11:42)

Jesus Critica os Fariseus por que eles deixaram de praticar a justiça e o amor de Deus, não por entregar seus dízimos, eles que entregavam o dízimo das coisas mais valiosas como hortelã e especiarias que naquela época valiam mais que o ouro, porém, desprezavam outros preceitos até mais importante como a justiça. Talvez caberia a pergunta, como obtinham estes tesouros?

A obediência na graça deve ser superior ao período da lei.

Em (Mateus 5:21), nós lemos “ouvistes que foi dito aos antigos, não matarás, mas qualquer que matar será réu de juízo” este é o texto da lei, mas o senhor Jesus intercalou os seguintes aditivos – “Eu porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo. e qualquer que disser ao seu irmão: Raca, será réu do sinédrio. e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno” como pode ver o Senhor Jesus ao transportar este mandamento para o novo testamento, lhe deu uma nova interpretação, e lhe ampliou o sentido, tornando-o assim consentâneo (coerente, apropriado, adequado) com o espírito da graça.

Jesus enfatiza que um verdadeiro filho de Deus não é uma casca, um exterior, mais sim um ser completamente transformado, que vive a justiça e o amor a Deus e a seus semelhantes. Assim, a oferta ou o dízimo é inferior a estes preceitos, nem por isso deveria ser deixado de lado, “sem deixar de lado aquelas” o dízimo, a oferta. Exemplo claro deu quando fala da oferta dizendo:

Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta”. (Mateus 5:23-24)

A Santidade é uma condição especial, ela gera comunhão e intimidade com o Pai. Antes de trazermos as nossas ofertas ou dízimos ao Senhor, é necessário fazermos um “balanço” e confessarmos pecados e acertarmos todas situações que destoam da vontade de Deus.

Em toda questão de ordem moral, espiritual ou teológica, Jesus é autoridade máxima, e a sua palavra é decisiva. O seu parecer, sobre qualquer assunto, é suficiente para dirimir a mais intricada questão doutrinária ou controvérsia religiosa, em torno de qualquer tema bíblico.

Em (Mateus 23:23) duas coisas importantes quero destacar nesta passagem.

Primeira, é a declaração de Jesus, afirmando que a fé, a misericórdia e o juízo, também pertencem à lei.

Ele diz precisamente, isto Vós dizimais a hortelã, o endro e o cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo a misericórdia e a fé. Dizer que o juízo e a misericórdia e a fé constituem o mais importante da lei, é tão maravilhoso que somente o Mestre Divino poderia faze-lo.

Segundo, é que se você retirar o dízimo, também pode retirar o juízo (justiça) a misericórdia e a fé. Jesus demonstrou que ambos faziam parte da mesma lei.

Jesus não condena o ato de dizimar dos fariseus. Ele não estava falando do dízimo. Reprovou aos líderes religiosos porque, havendo perdido a verdadeira perspectiva dos valores divinos, obedeciam com cuidadoso detalhe até aos menores requerimentos de Deus, mas ao mesmo tempo deixavam de lado responsabilidades tão importantes como a justiça, a misericórdia e a fé. Estavam preocupados com os mínimos detalhes do dízimo, mas indiferentes à prática de tão nobres virtudes. Com esta reprovação, Jesus deixou bem claro que o dízimo não pode ocupar o lugar da Justiça, da Misericórdia e do Amor, mas tampouco pode ser desprezado. Ao contrário, confirmou-o com palavras enérgicas: “FAZER ESTAS COISAS, SEM OMITIR AQUELAS”.

A CONTRIBUIÇÃO CRISTÃ, SE NÃO É IGUAL AO DÍZIMO, TEM DE SER SUPERIOR

 

 A contribuição tem de ser voluntária. Paulo escrevendo aos (II Coríntios 9:7), afirma o seguinte: “cada um contribua segundo propôs no seu coração; não por tristeza ou por necessidade, porque Deus ama ao que dá com alegria”. Este texto é a chave de ouro dos anti-dizimistas, eles vêem aqui uma arma esmagadora contra método de contribuição na base do dízimo, no entanto, outra coisa não vemos neste texto sagrado, senão a voluntariedade da contribuição, coisa perfeitamente compatível com o sistema do dízimo, os crentes não devem devolver o dízimo por imposição ou constrangimento. Como também guardamos os demais mandamentos, não por constrangimento ou imposição, mas sim, por amor a Deus e por compreendermos que os mandamentos são justos.

O apóstolo Pedro falando do ministério ele diz: ”Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade (I Pedro 5:2) Outro exemplo de boa vontade encontramos na carta de Paulo a Filemon, no versículo 14, porém para entendermos o assunto ali tratado que é sobre Onésimo um escravo de Filemon que se convertera a Jesus por meio da mensagem de Paulo e que auxiliou a Paulo durante um período e agora Paulo o envia de volta, ainda que lhe era útil, mas Paulo não queria conserva-lo sem o consentimento e boa vontade de Filemon.

 “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade”. (Lucas 2:14) Assim entoaram uma milícia celestial quando do nascimento de Jesus.

O dízimo ou oferta tem de ser metódica (que tem um método). (I Coríntios 16:2), no primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam as coletas quando chegar, note-se bem a primeira parte deste texto sagrado “no primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar”. Como pode ver de acordo com os preceitos do novo testamento, a contribuição além de voluntária tem de ser metódica. Os que defendem a voluntariedade da contribuição, a seu modo, via de regra, não tem método. As suas contribuições quando aparecem, quase sempre são avulsas, desorganizadas, o que é contra a Palavra de Deus.  No caso desta oferta era para um evento especial, ajudar os santos em Jerusalém, que estavam passando por um momento critico, extrema necessidade. Não era um dízimo propriamente dito, porém a regra é a mesma, ou seja,  teria de ser proporcional aos rendimentos do ofertante. Paulo diz, no texto que estamos considerando “cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade“, os que não são dizimistas notaram isto? Perceberam que a contribuição cristã tem de ser proporcional à renda do contribuinte?

 Porventura estão contribuindo conforme a sua prosperidade? Em geral com algumas exceções os ricos são os piores contribuintes! Quando se levanta uma campanha financeira, um pobre diz: “eu dou R$ 100.00”, levanta-se um rico e diz: “eu dou R$ 10.00”, e murmura para o seu irmão, sentado ao seu lado: “eu só contribuo, segundo propus no meu coração”. E mais este contrapeso “eu não contribuo para me mostrar”. Grande humildade hein?  Oh rico escravizado pelo seu dinheiro. “Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. (I Timóteo 6:10, 17; Mateus 6:24; 13:22;).

 Portanto, qualquer contribuição que não seja na base x% não é cristã, agora cabe-nos descobrir a incógnita desse x. suponhamos, porém, que certo crente que é liberal resolveu dar, para o sustento do serviço do evangelho 12 ou 15% da sua renda, este método é cristão? É perfeitamente cristão, ele satisfaz a três requisitos, é voluntário, é metódico e é proporcional aos rendimentos, mas suponhamos que um irmão resolveu dar 4% do seu salário, outro que mais liberal decidiu dar 6% ao seu senhor, e outro compreendeu melhor a doutrina da contribuição resolveu dar 9% de toda a sua renda. Qual dos três está certo? Nenhum, os três estão errados. Esta maneira de contribuir não está de acordo com as três exigências de Paulo? Não é contribuição voluntária, metódica e proporcional aos rendimentos? Entretanto, não satisfaz as exigências do novo testamento, daí a razão da afirmação à contribuição cristã, se não igual ao dízimo, tem de ser superior. No Novo Testamento os mandamentos não são novos, mais sim, bem interpretado pelo mestre Jesus Cristo, como exemplo Jesus disse: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”. (Mateus 5:27, 28). Ou seja, a exigência é maior, a dedicação é superior a do antigo pacto. Seria diferente na questão da oferta do dízimo?

Eu diria que o novo testamento é mais duro de ser seguido do que o velho testamento quando o assunto é dinheiro. Vamos ver o porque digo isto?

 

Os dizimistas dão apenas 10%, MAS VEMOS NA BÍBLIA QUE OS APÓSTOLOS DAVAM MUITO MAIS QUE 10%


Veja as bases bíblicas no novo testamento quando o assunto é contribuição.


(Atos 2:45) “E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister“.

 

MUITOS HOJE EM DIA NÃO TÊM CORAGEM NEM DE DIZIMAR E SENDO ASSIM SERÁ QUE ESTES VÃO TER CORAGEM DE VENDER SUAS PROPRIEDADES E REPARTIR COM ALGUÉM?

 (Atos 4:34) “Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos”.

DIZEM QUE O NOVO TESTAMENTO NÃO FALA DE DIZIMO, MAS NA VERDADE APESAR DE NÃO SER MUITO DIRETO AO ASSUNTO DIZIMO, ELE FALA ATÉ MAIS QUE O DIZIMO, POIS NO VELHO TESTAMENTO O POVO DAVA 10% E NO NOVO O POVO VENDIA AS PRÓPRIAS CASAS E DEPOSITAVA AOS PÉS DOS APÓSTOLOS.

Agora diante destes versículos eu pergunto, quando se trata contribuição o novo testamento é mais difícil de ser seguido do que o velho testamento ou não é?

Você deve pensar (ELES ERAM FANÁTICOS POR ISTO VENDIA SUAS CASAS PARA DAR O DINHEIRO TODO AOS APÓSTOLOS).

Se o seu pensamento for este vamos voltar ao inicio do versículo citado?


(Atos 4:34) “Não havia, pois, entre eles necessitado algum”

Sabe porque não havia necessitado algum? Porque isto se chama lei da semeadura, quando semeamos colhemos aquilo que semeamos, e o melhor lugar para se semear é na obra do senhor.

(II Coríntios 9:6) “E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará“.

 

Vamos ir mais profundamente dentro da bíblia quando o assunto é semeadura?

 

(Provérbios 11:24-25) “Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda.  A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido“.

(Mateus 6:19-21) “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração“.


(Lucas 12:33) “Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói“.


(I Timóteo 6:18-19) “Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis;  Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna“.

Em todas estas passagens a mensagem é no mesmo sentido.

O contribuir para obra do senhor será recompensado por tesouros celestiais. Preferirias tu ter seu tesouro na terra, onde perecerá, ou no céu? Tua resposta a esta pergunta terá muito a ver com o como verás e usarás os teus bens.

 

SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE

            Bem, já vimos os ensinamentos de Jesus sobre contribuição, e certamente você pode dizer que ainda não provei que o dízimo faz parte da nova aliança, que era uma lei do sacerdócio levítico e que como mudou o sacerdócio também mudou a lei – “Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei´. (Hebreus 7:12) Quando nos deparamos com crentes contrários a guarda dos mandamentos de Deus na nova aliança, estes usam este versos entre muitos outros para provar que os cristãos não estão debaixo da lei e por isso não precisam guardar o sábado. Porém, nós que temos sido iluminados pela palavra de Deus sabemos que as leis que se fizeram mudanças citado neste versículo é leis referentes exclusivamente aos sacerdotes segundo a ordem de Arão.

Entre estas leis se encontra o dízimo, sendo que, os levitas por não terem herança na terra que foi distribuída entre as tribos de Israel, receberiam o dízimo das 13 tribos para o seu sustento e também para o seu serviço no tabernáculo e depois no templo.

Vejamos o que nós diz o texto de Números 18:20-24

20 Disse também o Senhor a Arão: Na sua terra herança nenhuma terás, e no meio deles nenhuma porção terás; eu sou a tua porção e a tua herança entre os filhos de Israel.

21 Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, o serviço da tenda da revelação.

22 Ora, nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da revelação, para que não levem sobre si o pecado e morram.

23 Mas os levitas farão o serviço da tenda da revelação, e eles levarão sobre si a sua iniquidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão.

24 Porque os dízimos que os filhos de Israel oferecerem ao Senhor em oferta alçada, eu os tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse que nenhuma herança teriam entre os filhos de Israel. 

Bem, não vou me ater na lei sacerdotal dos levitas, pois esta foi como diz o texto foi mudada.

Sendo assim, o que a nós cristão é importante saber que leis sacerdotais são do sacerdote a que Jesus Cristo pertence e nós  pois somos seus seguidores.

 “Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”. (Salmos 110:4)

Para melhor compressão deste tema sugiro que solicite o estudo “Quem foi Melquisedeque

Sabemos que este Salmo se refere ao Senhor Jesus, uma profecia que apontava a que ordem sacerdotal pertenceria Jesus Cristo, pois ele não pertencia a tribo de Levi, mas sim a tribo de Judá.

O escritor de Hebreus é quem aborda melhor este tema, sendo que o próprio Jesus nada falou a este respeito que esteja registrado para nós nos evangelhos.

Portanto na carta escrita aos Hebreus, ou seja, carta esta direcionada ao povo de Israel em primeiro lugar, por isto a riqueza de detalhes concernentes a Velha Aliança e a nova em que o autor se esforça para mostrar claramente o cumprimento e as razões da mudança, que não aparece nos escritos Paulo.

A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu; aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, feito sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6:19, 20).

Jesus penetrou após subir ao céu além do véu, ou seja, no santo dos santos, junto do trono de Deus, como descreve Estevão pouco antes de sua morte –  “Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus” (Atos 7:55; Marcos 16:19; Romanos 8:34; Hebreus 10:12)

E foi feito não por homens, mas por Deus, sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque.

Agora, a questão é: Existia dízimo neste sacerdócio? Como era entregue? Era um costume ou um estatuto de Deus?

Sim, certamente todos concordam que existia dízimo, por que Abraão entregou seus dízimos a Melquisedeque – “A quem também Abraão separou o dízimo de tudo sendo primeiramente, por interpretação do seu nome, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz” (Hebreus 7:2)

Muitos ao lerem Gênesis 14 acreditam que Abraão entregou o dízimo naquele momento a Melquisedeque, o que podemos ter certeza não foi, o escritor faz somente lembrado a quem Abraão entregava seus dízimos, e outros dirão que ele deu o dízimo do despojo da guerra que fez contra os reis que haviam roubado Sodoma e levado seu sobrinho Ló, porém, vemos na passagem em Gênesis que ele não aceitou nada para ele, então como poderia dar o dízimo daquele despojo? A citação que faz o escritor de Hebreus que de tudo o que ele tinha ele deu o dízimo, por que Abraão, ouviu a voz de Deus, guardou seus mandatos e estatutos e sua lei. Ou seja Abrão era fiel a Deus e a seus preceitos, como acredito que ele guardou o sábado, não comia coisas imundas e etc…

Alguns dizem que fora esta passagem em Gênesis e de Jacó não mais referencia ao dízimo antes da lei dada a Moisés e que ambos foram entregues voluntariamente, o que concordo, porém com quem Jacó apreendeu sobre o dízimo? Por que ele fez um voto a Deus?

Certamente apreendeu com seu pai Isaque que recebeu a instrução da parte de Deus para ser fiel como foi seu pai Abraão – Gênesis 26:5.

Ele fez o voto naquele momento por que conhecia o Deus do seu pai Isaque e do seu avô Abraão, que era fiel e abençoava aqueles que nele confiava, bastar ver a história de Jacó e veremos que ele foi influenciado a desobedecer a seu Deus na casa de seu tio e sogro, mas ele manteve sua fé, não somente no dízimo no geral.  Assim, quando saiu da casa de seu pai Isaque, nada levou de patrimônio, dependeria unicamente dele a sobrevivência e ser prospero, certamente isto levou muito tempo, pois 14 anos ele trabalhou para pagar as suas mulheres, e somente depois começou a ser salariado. Mas o Senhor foi fiel a Jacó e ele ficou rico. Mas, podemos ter certeza se Jacó não fosse fiel a Deus, guardando seus mandamentos ele jamais seria abençoado.

Por que a benção não vem do dizimar, mas de ser fiel a toda palavra de Deus Deuteronômio 28:1-13

Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra;

2 e todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, se ouvires a voz do Senhor teu Deus:

3 Bendito serás na cidade, e bendito serás no campo.

4 Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto do teu solo, e o fruto dos teus animais, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas.

5 Bendito o teu cesto, e a tua amassadeira.

6 Bendito serás quando entrares, e bendito serás quando saíres.

7 O Senhor entregará, feridos diante de ti, os teus inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho sairão contra ti, mas por sete caminhos rugirão da tua presença.

8 O Senhor mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros e em tudo a que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que o Senhor teu Deus te dá.

9 O Senhor te confirmará para si por povo santo, como te jurou, se guardares os mandamentos do Senhor teu Deus e andares nos seus caminhos.

10 Assim todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do Senhor, e terão temor de ti.

11 E o Senhor te fará prosperar grandemente no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto do teu solo, na terra que o Senhor, com juramento, prometeu a teus pais te dar.

12 O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar à tua terra a chuva no seu tempo, e para abençoar todas as obras das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.

13 E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás por cima, e não por baixo; se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, para os guardar e cumprir,

 

O Dízimo está antes da Lei. 2.000 anos antes de Cristo e 700 anos antes da Lei. Abraão, o patriarca, pagou o Dízimo de tudo ao sacerdote Melquisedec, rei de Salém, rei da Justiça. Hebreus 7:1/2Génesis 14:18/20.

V – O Dízimo está em vigor até a volta de Cristo. Jesus Cristo é sacerdote segundo a ordem de Melquisedec o qual recebeu Dízimo, e não segundo a ordem levítica. Os filhos de Levi têm ordem, segundo a Lei, de tomar Dizimo, do povo isto é, dos seus irmãos Hebreus 7:5. Estes, “certamente tomam dízimos homens que morrem”. “ali”, (Jesus Cristo, o qual toma Dízimo também). “Aquele de quem se testifica que vive” Hebreus 7:8. Pelas palavras do escritor da carta aos Hebreus, 60 anos depois da palavra de Cristo, vemos o Dízimo pertencendo ao sacerdócio de Levi e ao sacerdócio de Melquisedec, e Jesus segundo a ordem de Melquisedec Hebreus 7:21, isto é sacerdote eterno Hebreus 7:24, cujo sacerdócio está até hoje e para sempre. O Dízimo segundo Hebreus capítulo 7, foi antes do sacerdócio levítico, durante o mesmo e continua depois do mesmo; é mandamento portanto da lei e da graça: da velha e da nova dispensação de que Cristo é o Sumo Sacerdote. Logo o Dízimo é mandamento de Deus, para todos seus filhos, em vigor, até à volta de Cristo.

Continuará.

 

Veja o que diz um determinado pastor de nome Camilo defendendo que o cristão está desobrigado do dízimo.

“Se não considero a lei do sábado em vigor nos nossos dias, também não posso aceitar a lei do dízimo. Ou então, teria de aceitar tanto o dízimo como o sábado. Pelo menos neste ponto os sabatistas são mais coerentes, pois têm um critério uniforme”.

 

 

 “Porque nada podemos contra a verdade, porém, a favor da verdade“.

Jan 16

Morte de Jesus

“E hão de escarnecê-lo e cuspir nele, e açoitá-lo, e matá-lo; e depois de três dias ressurgirá”

O ELEMENTO TEMPO NA MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS.

A bíblia nos ensina o caminho da salvação (o livramento da pena de morte imposta sobre a raça humana pelo pecado) por meio de Jesus o filho de Deus. Esta verdade constitui o centro das escrituras.

O plano da salvação foi proclamado, uma vez e outra, pelos escritores da bíblia, quando foram dirigidos pela inspiração divina. Tem-se utilizado muitos métodos para enfatizá-lo, faze-lo compreensível e comunicá-lo a nós, tais como: Histórias,  Incidentes, Eventos, Parábolas, Exemplos, ilustrações, Alegorias,  Símbolos e por ensinamento direto. Estes métodos estão habilmente mesclados para revelar claramente a vontade e o desejo de Deus para o homem.

Um caminho de vida que prepara homens e mulheres para o glorioso e eterno reino do Pai Celestial e de seu filho Jesus Cristo.

JESUS CRISTO E O SINAL DE JONAS

Um dos incidentes interessantes do Antigo Testamento e que está ligado ao tema da salvação, é o que envolve Jonas e o grande peixe. Esta é uma história com uma grande lição: “a lição de obediência”. Porém é mais do que isto. É uma ilustração ou tipo de Cristo, não em sua rejeição de fazer o que Deus ordenou, mas na experiência de permanecer muito tempo dentro do grande peixe que o Senhor preparou.

Certamente, ninguém havia imaginado alguma relação entre a obra e vida de Cristo e a experiência de Jonas, de ser jogado de um barco agitado pela tempestade, ao mar, para ser engolido por  “um grande peixe”.

Porém, Jesus Cristo não podia deixar de fazer uso desta história em sua pregação, porque não foi um incidente casual. Deus o planejou, e seria fator de vital importância para elucidar o plano da salvação.

 Sem o relato do mencionado incidente existiria grave dúvida sobre a veracidade da salvação para o homem, porque se Jesus, o homem que foi declarado como o centro do plano da redenção, que deu sua vida na cruz do calvário, não fosse realmente o filho de Deus, sem pecado, não poderia haver segurança de salvação para ninguém.

 Sem contar com a história de Jonas e seu peixe captor, não haveria uma prova positiva com a qual refutar o protesto  de que o Cristo da Bíblia era um impostor; porque ele mesmo disse a alguns incrédulos escribas e fariseus (os quais haviam duvidado de sua verdadeira identidade, embora o haviam visto fazer grandes milagres), que não seria dado outro sinal além do de Jonas, para provar sua afirmação de ser o MESSIAS.

“Então alguns dos escribas e dos fariseus, tomando a palavra, disseram: Mestre, queremos ver da tua parte algum sinal.

Mas ele lhes respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas; pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra”. – Mateus 12:38-40

Assim, parte do plano da salvação está contido nesta história. Se Cristo não permanecesse no túmulo o tempo exato especificado neste relato de Jonas, não seria o verdadeiro Messias.

Portanto, o elemento tempo exato, especificado nos ensinamento das Escrituras, concernentes a crucificação e Ressurreição de Cristo é vital, como o mostraremos.

Ao iniciar uma investigação na Escritura sobre este assunto, assinalamos que Jesus se referiu a história mencionada, como uma coisa que realmente aconteceu.

É importante também notar que o relato feito por Mateus do que especificou, ensina que depois de sua morte, Cristo estaria no túmulo por três dias e três noites, ou seja, um total de exatamente 72 horas.

O mesmo tempo, portanto, que Jonas ficou confinado dentro do grande peixe. Assim, Jonas foi um tipo de Jesus no túmulo terreno.

 Uma Pergunta Difícil de Responder

 Este ensinamento de Jesus, introduz na mente de milhões de religiosos mal informados uma pergunta difícil de responder.

Como pode este sinal ser verdadeiro de Jesus?

Se Jesus foi crucificado na “Sexta-feira Santa”, posto no túmulo justamente antes do pôr-do-sol deste mesmo dia, e se levantou na manhã de Domingo (como poderia sugerir uma leitura superficial de certas passagens da Bíblia), Ele não esteve no túmulo os três dias e três noites, e assim, não poderia Ter sido o verdadeiro MESSIAS.

No entanto, Cristo especificou claramente (como está registrado em Mateus 12:39,40) que o único sinal que lhes daria para demonstrar que era o MESSIAS, seriam seus três dias e três noites sepultado no coração da terra, ou seja, o mesmo tempo que Jonas esteve dentro do grande peixe.

Seria isto uma contradição ou há um modo de harmonizar este relato de Jesus com a relação dos fatos ocorridos?

Um exame cuidadoso da Escritura revelará que não há incompatibilidade, mas completa harmonia. Achar-se-á um esclarecimento definitivo, o qual mostra que Jesus era verdadeiramente “ o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Além disso, um estudo deste assunto revelará evidência adicional da divina inspiração da Bíblia, e de que Deus é mui exato em tudo o que faz.

Em Jonas 2:1, lemos: “Mas Jeová havia preparado um grande peixe que engoliu Jonas: e Jonas esteve no ventre do peixe por três dias e três noites.”

Isto esclarece que Jonas esteve verdadeiramente dentro ou sepultado no peixe, três dias completos e três noites completas, o que eqüivale á 72 horas. Antes de acontecer isto, Jonas havia entrado num barco para fugir de seu dever, porém o tempo que permaneceu no navio não conta nos três dias e três noites que esteve dentro do peixe.

Para fazer o tipo verdadeiro, nós  não podemos contar o tempo que Cristo esteve nas mãos dos judeus e dos romanos. Considere-se somente o tempo que esteve no túmulo, exatamente três dias e três noites

Quando Jesus Cristo foi colocado no Túmulo?

Ser-nos-ia de grande ajuda, enquanto continuamos o estudo do elemento tempo na crucificação e ressurreição de Cristo, determinar quando Jesus foi posto no túmulo. Ele foi colocado ali no mesmo dia 2eu foi crucificado; precisamente na tarde deste dia, próximo ao pôr-do-sol.

Com relação a isto, citamos o relato do seu sepultamento como esta registrado em Marcos 15:42:

“ e quando já era tarde (pois era a preparação, isto é, a véspera de Sábado), foi José de Arimateia, membro ilustre do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, apresentou-se corajosamente a Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.”

O mesmo relato encontra-se em Lucas 23:52-54: “ Este foi Ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Tendo descido envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro aberto na rocha, no qual ninguém ainda tinha sido sepultado. E era véspera da Páscoa, e estava por raiar o Sábado.”

Estes versos logicamente fixam uma questão: que dia da semana era este chamado Sábado? Que dia era este  chamado de “preparação”?

De acordo com o quarto mandamento do decálogo, como se encontra Êxodo 20:8-11, o sétimo dia da semana está designado como Sábado, o qual segue-se chamado até hoje de Sábado.

Portanto, se o Sábado mencionado em Lucas 23:54 era o sétimo dia da semana (de acordo com o 4º mandamento) bem poderia ser determinado que a Sexta-feira (o dia anterior ao Sábado) fosse o dia da preparação, mencionado neste mesmo verso. Assim que, por este raciocínio e relato da Escritura, parece que Cristo foi crucificado e sepultado na Sexta feira, precisamente antes do pôr-do-sol.

Esta é a conclusão comumente aceita e, aparentemente, tem fundamento bíblico. Se esta conclusão é correta, Cristo não cumpriu a profecia que disse, relacionada a Si mesmo. Porque se ressuscitou no Domingo de manhã, como geralmente se crê, Ele esteve no túmulo somente duas noites e um dia: Sexta-feira de noite (uma noite), o dia de Sábado (um dia) e Sábado de noite (duas noites).

Ainda se contássemos o curto período entre o tempo que foi posto no túmulo e o pôr-do-sol como mais um dia, a conta só mudaria para Dois dias e duas noites, ou seja, um dia e uma noite menos que o tempo que Cristo disse que permaneceria no túmulo. E se não esteve ali o tempo completo que ele prometeu, foi um impostor, porque Ele assegurou que este seria o único sinal dado.

Qualquer tentativa de contar alguma parte do dia de Domingo como outro dia completo, no qual Cristo poderia Ter estado no túmulo antes de ressuscitar, teria que ser rejeitada, porque o anjo (de acordo com o relato de João 20:1) disse as mulheres que foram ao túmulo antes da saída do sol, que Cristo já havia ressuscitado e já havia saído. João especifica no seu evangelho que a visita foi feita “… Quando ainda estava escuro.” Portanto, devemos estar seguros de que há algum equívoco com a teoria da crucificação na Sexta-feira e da ressurreição no Domingo pois Cristo é o verdadeiro Messias e sempre disse a verdade.

Assim, é necessário investigar mais profundamente, para encontrarmos uma explicação harmoniosa e real para estes acontecimentos.

Quando Jesus Cristo Deixou o Túmulo?

Antes de responder a pergunta do subtítulo, faremos outra: Quando Cristo foi colocado no túmulo?

Procederemos desse modo para melhor entendermos e obtermos respostas claras, porque o tempo em que Cristo foi posto no túmulo pode ser determinado considerando-se primeiramente o momento em que Ele rompeu sua sepultura.

A ressurreição de Cristo, levantando-se dos mortos foi um acontecimento maravilhoso. Todos os escritores dos evangelhos testificam o fato da ressurreição, porém, surpreendentemente, nenhum deles menciona o minuto exato em que houve este acontecimento. Não é correto dizer que  a Bíblia não nos dá bastante informação sobre o tempo da ressurreição, ou seja, o dia e a parte exata do dia em que ocorreu.

Transcrevamos exatamente o que cada escritor do evangelho nos diz sobre a ressurreição:

MARCOS:

“… no primeiro dia da semana, de manhã cedo, chegaram ao sepulcro quando o sol já havia saído.

Mas olhando, viram revolvida a pedra, a qual era muito grande. Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido de uma túnica branca, e ficaram assustadas. Ele disse-lhes: Não está aqui, eis o lugar onde o depositaram. (Mar. 16:2-6)

Nota-se que Marcos não da nenhuma indicação do tempo em que Jesus saiu do túmulo. Somente diz que algumas mulheres fizeram uma visita ao túmulo “ao sair do sol”, unicamente para saber que Cristo não estava ali.

JOÃO:

“E no primeiro dia da semana, foi Maria Madalena ao sepulcro, de manhã, senado ainda escuro, e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi Ter com Simão Pedro e com outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram. Partiu então Pedro com outro discípulo e foram ao sepulcro. Corriam ambos juntos, mas o outro discípulo corria mais do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Tendo-se inclinando viu os lençóis postos no chão e o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus, o qual não estava com os lençóis, mas dobrando num lugar a parte. (João 20:1-7)

Que nos ensina esta passagem de Escritura? Deixa claro que João também não revela quando Cristo deixou o túmulo. Se limita a dizer que os que foram ali antes da luz do sol (quando estava ainda escuro) viram tão somente “a pedra retirada” e que Jesus já não estava. Note que esta visita foi feita mais cedo que a relatada por Marcos.

LUCAS:

“E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra do sepulcro revolvida. E entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões, com vestidos resplandecentes. E estando elas atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Porque procurais o vivente entre os mortos?

Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia”. (Luc.24:1)

Tão pouco Lucas dá algum indício de quando Cristo partiu do sepulcro. Somente confirma o relato dos outros escritores: que cristo já havia saído quando as mulheres chegaram.

Porém devemos observar que não lemos o relato da ressurreição que nos mostra Mateus no seu evangelho.

MATEUS revela o tempo:

“No findar do Sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste alva como a neve. E os guardas tremeram espavoridos, e ficaram como se estivessem mortos. Mas o anjo, dirigindo-se ás mulheres, disse: Não temais; porque eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui: ressuscitou, como havia dito. Vinde ver onde ele jazia”. (Mateus 28:1-6)

Nestes versos encontramos que Mateus acrescenta uma informação muito importante referente ao acontecimento, não encontrando contradição alguma no seu relato. Mateus é o único escritor de Evangelho que assinala o tempo de ressurreição. Ele escreve de uma visita feita ao túmulo antes de começar o primeiro dia da semana: “No findar do Sábado, ao entrar o primeiro dia da semana…” Ele não diz exatamente quanto tempo antes de que o dia seguinte começasse, porém está definido que foi á tarde, na última hora do Sábado semanal.

Isto explica completamente porque Cristo não estava no túmulo quando o visitaram de manhã ou de madrugada, depois do Sábado (ao começar o primeiro dia da semana, hoje chamado Domingo).

As mulheres, no relato de Mateus, estavam ali (nas redondezas pelo menos) no tempo da ressurreição, porque Mateus relata que “houve um grande terremoto: porque o anjo do Senhor, descendo do céu e chegando, havia revolvido a pedra e estava sentado sobre ela…” Elas, no entanto, não viram realmente que Cristo foi levado do túmulo.

Note-se que Mateus detalha o tempo de ressurreição com duas expressões diferentes: “no fim do Sábado” e “quando começava a amanhecer o primeiro dia da semana” ou “ao entrar o primeiro dia”. Estes são sinônimos, já que o Sábado termina no pôr-do-sol. (Leia Lev.23:22)

O Significado da Palavra “Amanhecer

A palavra amanhecer em Mateus 28:1 merece uma explicação. Embora seja aplicada usualmente como “manhã”, na linguagem bíblica neste caso específico, não indica o tempo de saída do sol, mas o começar de um dia completo de 24 horas. (Solicite nosso estudo: Sábado, espaço sagrado de 24 horas).

Primeiramente, Mateus acaba der dizer que era “No fim do Sábado…”, isto porque, o Sábado termina no pôr-do-sol, portanto, seria impossível neste caso, a palavra “amanhecer”, significar o romper do sol, porque o sol não se levanta senão 12 horas mais tarde. Não poderia ser o fim do Sábado e a manhã de Domingo ao mesmo tempo.

Em segundo lugar, a palavra “amanhecer” foi usada aqui como um verbo e não como um sujeito.

Note-se que as palavras não são: “… no amanhecer” mas “…quando começava a amanhecer…” ou “…ao entrar o primeiro dia…” Como verbo, o dicionário de Webster define a palavra amanhecer: ”começar a aparecer, desenvolver, dar promessa, primeira aparência, princípio…”

Portanto, devemos entender que a ressurreição aconteceu quando o primeiro dia da semana estava perto, iniciando, começando a aparecer, quando o crepúsculo e a grande escuridão deram promessa de um novo dia que iria começar; porém definitivamente ANTES  e DEPOIS. A ressurreição foi efetuada no final de um dia e não do princípio do outro.

O termo amanhecer nesta passagem deriva-se da palavra grega “epiphosko”. O “Greek and English Lexicon of the New Testament” de Parkhurst define: Aproximar-se, como o Sábado judeu, que começa na tarde”.para confirmá-lo consulte Levítico 23:32 e Neemias 13:19.

Assim, o verbo está claramente usado. Compare Lucas 23:54 e João 19:31 com Deut.. 21:22-23 e com a mesma visão pode-se compreender o relato de Mateus 28:1. Ou seja, NA TARDE DE SÁBADO, quando os judeus estavam esperando o princípio do primeiro dia (Domingo) da semana.

A palavra “amanhecer” ou “ao entrar” consiste em um forte obstáculo á idéia de uma ressurreição no domingo de manhã, já que Mateus nos diz que sucediam estas coisas enquanto estava amanhecendo ou aproximando-se o primeiro dia da semana e isto nos prova que o primeiro dia da semana não havia chegado. A ressurreição aconteceu na parte final do Sábado.

Neste ponto, seria conveniente notar como outros homens traduziram Mateus 28:1, ou ao menos uma parte do verso.

A seguir consideremos um pouco destas traduções:

Versão revisada e versão americana:”Na tarde de Sábado…”

Almeida – Ver. E Atualizada: “No findar do Sábado…”

Peshito Syriac:” E no encerrar do Sábado…”

Novo testamento da União Americana da Bíblia (Publicada pela Sociedade Publicadora Batista Americana): “Era tarde no Sábado…”

Dena Alfred: “E no fim do Sábado…”

Rotherman: “Na tarde da semana, quando estava a ponto de amanhecer o primeiro dia da semana…”

Georg Ricker Berry (em seu Novo Testamento Grego Interlinear): “Na tarde de Sábado, quando estava escurecendo para o primeiro dia da semana…”

James Moffatt: “No encerramento do Sábado, quando o primeiro dia da semana estava amanhecendo…”

A tradução grega (mais antiga que qualquer outro texto grego conhecido), The Sinaitic Palimpset, confirma as traduções citadas: “Na tarde do Sábado, quando o primeiro dia da semana amanhecia…”

a tradução grega original revela que não há erro na versão do Rei Tiago (Inglês) em Mateus 28:1. O livro de Mateus foi escrito originalmente em grego e o que segue é uma tradução imediata dos Versos 1-7:

“Na tarde de Sábado, quando estava escurecendo para o primeiro dia da semana, vieram Maria Madalena e a outra Maria para ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, vindo, tirou a pedra da porta e estava sentado sobre ela. E sua aparência era como de um relâmpago e seu vestido branco como a neve. E com temor dele, os guardas que cuidavam tremeram e estavam como mortos. Porém o anjo respondendo, disse as mulheres: Não temais, porque sei que procurais Jesus que foi crucificado. Não está aqui, porque ide logo, dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos”.

Isto fica confirmado que com a “tradução interlinear do Novo Testamento Grego” por George Ricker Berry, Ph.D., Universidade de Chicago e Universidade Colgate, Departamento de Línguas Semíticas.

Assim, a primeira visita, poderíamos estranhar que a ressurreição tivesse ocorrido antes do pôr-do-sol. No entanto, pensando mais detidamente, descobrimos que é exatamente neste momento do dia em que deveria acontecer ( e tinha que ser assim) para que as palavras proféticas de Jesus se cumprissem exatamente.

Até aqui encontramos o tempo aproximado da ressurreição. No fim do Sábado semanal. Porém, quando o comparamos com o tempo em que as presume que Cristo foi posto no túmulo, a investigação que fizermos sobre o elemento tempo em nosso estudo, aprece ainda confusa.

Se Cristo, como se diz, foi colocado no túmulo antes do crepúsculo de Sexta-feira, e ressuscitou antes do crepúsculo de Sábado, Logo esteve no túmulo somente 24 horas, ou seja um dia e uma noite.

Isto não pode ser verdade, porque então não teria sentido nenhum dizer que “o terceiro dia desde que aconteceu…” (Lucas 24:21)

Jesus disse que estaria no túmulo três dias e três noites. Portanto visto que ele ressuscitou no fim do Sábado, temos somente que contar para trás até o tempo que Ele profetizou que estaria ali, para determinar quando foi posto no sepulcro.

Esta conta para trás nos leva precisamente ao crepúsculo de Quarta-feira, o que significa que Jesus foi crucificado neste dia e não na Sexta-feira.

Agora pode-se ver claramente porque trabalhamos tanto com perguntas referente ao tempo em que Cristo saiu do túmulo, para poder dar a resposta a pergunta anterior: quando Jesus Cristo foi posto no túmulo?

Porém… poderia perguntar-se: Como pode isso? Como poderia Cristo ser crucificado na Quarta-feira, quando está claramente o dia da preparação para o Sábado?

João, o Evangelista – nos dá a resposta: “Então os judeus, porque era véspera da Páscoa, pra corpos não fossem retirados da cruz no Sábado, pois era o grande dia de Sábado, rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas e fossem retirados” (João 19:31)

Isto mostra que Cristo foi crucificado um dia antes do chamado “grande dia de Sábado”. Estes era o Sábado, sétimo dia da semana? Não, não era. Não podia ser, porque o Sábado semanal designava como descanso nos Dez Mandamentos, nunca se lhe chamou ou referiu como sendo “um grande dia”.

Acrescenta-se ainda que João esclarece que o dia anterior à páscoa é que se chamava “preparação”: “E era a preparação da páscoa, e quase a hora Sexta…” Esta preparação era, portanto, não uma preparação para o Sábado do Senhor, o sétimo dia, mas a preparação da páscoa. (João 196:14)

E importante notar que na Bíblia menciona outros dia como “Sábado” e que estes não correspondem ao sétimo da semana, dos quais nos ocupamos mais adiante.

Alguns argumentam que este “grande dia Sábado” especial ocorreu no mesmo dia do Sábado semanal. Não pode ser este o caso, porque pode se provar simplesmente pêlos registros astronômicos, que a lua cheia aconteceu, no ano da crucificação, na Terça-feira – 13 de Nisã, às 2 da tarde (este dado foi comprovado e corroborado pelo Observatório Naval dos Estados Unidos, e pelo Astronomer Real Britânico).

Agora, é de suam importância recordar que a PASCOA sempre ocorreu no dia seguinte da noite de lua cheia. E o dia seguinte da lua cheia neste ano da crucificação foi precisamente na quarta-feira, 14 de Nizãn. Portanto a Páscoa não pode Ter sido neste ano sábado semanal.

Nisã é o mês judeu que  corresponde a parte do mês de março e uma parte do mês de abril do nosso calendário. Os dias da semana são os mesmos nos dois calendários. quarta-feira no judeu é quarta-feira no Gregoriano.

DOIS SÁBADOS NAQUELA SEMANA

Com uma simples comparação de textos, podemos provar que na semana da morte de Jesus, houveram dois Sábados: O primeiro dia dos asmos, que caia no dia 15 de Nisã e que neste caso, foi na quinta-feira e o Sábado do Senhor, o sétimo da semana. Para melhor entendermos, tomaremos um fato ocorrido neste período, ou seja, a compra de material e o preparo das especiarias, para se ungir o corpo do Senhor. Vejamos quando isto ocorreu, segundo o relato de Lucas 23:54-56:

“E era o dia preparação, e amanhecia o Sábado. E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos, e no Sábado repousaram, conforme o mandamento.”

Por esta passagem fica certo a ordem de acontecimento das coisas:

  1. a) Já estava terminando o dia da preparação, com o por do sol e começando o Sábado. Já não havia mais tempo para comprara e preparar as especiarias para ungir o corpo do Senhor, pois já era Sábado.

  2. b) O verso 54, no entanto, fala que elas, as mulheres, preparam tudo antes do Sábado e que repousaram neste dia, conforme ordenava o mandamento.

Como entender isto? Se já estava iniciando o Sábado, como e quando elas compraram e fizeram os preparativos se o verso final nos prova que elas observaram o Sábado. Difícil, não?

Comparemos agora o mesmo assunto com o descrito em Marcos 16 verso:

“E, passado o Sábado, Maria Madalena e Maria mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo.”

Este texto, parece complicar mais, todavia é aqui que se esclarecem os fatos, pois fala que as mulheres foram comprar as especiarias DEPOIS do Sábado. Lucas, no verso 54 nos disse que este preparo ocorreu antes do Sábado e Marcos disse que foi depois! Como harmonizar as coisas?

A grande esclarecedora verdade é que naquela semana houveram dois Sábados: um cerimonial, ocorrido na Quinta-feira, ou seja, o primeiro dia da grande festa dos asmos e o outro, o sétimo dia da semana, ou o Sábado citado pelo quarto mandamento do decálogo divino. Assim que Jesus morreu no dia 14 de Nisã, uma Quarta-feira, também considerado dia da preparação; foi sepultado no final deste dia, próximo ao pôr do sol, portanto já quase na virada para a Quinta-feira, que por sua vez era o dia dos asmos, um Sábado cerimonial e festivo. Foi depois deste Sábado cerimonial ou Quinta-feira, que as mulheres compraram e prepararam as especiarias, o que harmoniza com Marcos 16:1

Uma vez preparado o material para ungir o corpo do Senhor, o que certamente se aprontou na Sexta-feira, no Sábado do Senhoreias repousaram conforme o preceito da Lei 9 O que prova que os primitivos cristãos eram sabatistas) e no Primeiro dia da Semana foram cedo para fazer a santa unção. Isto harmoniza também Luc.23:54 e 24:1 com Marcos 16:1-2. Portanto dica claro que naquela semana houveram dois sábados,dissipando-se assim quaisquer possíveis dúvidas no assunto.

Outros Dias Chamados “SÁBADOS”

Observe-se que a Bíblia fala de outros dias que não sendo o sétimo dia da semana, também recebem o nome de “Sábados”. Por exemplo, encontramos um dia diferente chamado Sábado no seguinte versículo:

“… fala aos filhos de Israel e diz-lhes: No sétimo mês, ao primeiro do mês tereis descanso (SÁBADO), uma comemoração ao som de trombetas e uma santa convocação…” (Lev.23:24)

se lermos o versículo 39 encontraremos mencionado outro Sábado: porém aos 15 dias do sétimo mês, quando tiverdes recolhido o fruto da terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias, o primeiro dia será descanso (SÁBADO); descanso (SÁBADO) será o oitavo…”

um texto que em nossas versões esclarece melhor os dias de descanso nas festas fixas, eram chamados Sábadosse acha em Lev.23:32, ao dizer que  o dia 10 do sétimo mês seria um Sábado para Israel: “ Sábado de descanso vos será…aos nove do mês á tarde, duma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso Sábado.” Se esta era uma data fixa, é óbvio que podia cair em qualquer dia da semana e que seria um Sábado, um Sábado cerimonial.

Poderíamos ainda elucidar este assunto, com uma passagem que menciona um Sábado denominado segundo-primeiro. Que seria isto? Certamente que  este Sábado não era o semanal, sétimo dia, mas um Sábado cerimonial. Porque segundo-primeiro? Porque era um Sábado secundário (não o principal, o do Senhor), mas que caia primeiro, na semana, antes do Sábado do Senhor. Ver Lucas 6:1

Assim é evidente e fácil de compreender que estas festas em datas fixas eram celebradas em qualquer dia da semana e que os dias em que não se trabalhavam eram considerados sábados.

Quando verificamos algumas passagens do Antigo Testamento, pertencentes a instituição da Páscoa e da festa dos pães sem fermento que vem em seguida, encontramos porém outro dia chamado Sábado e este é precisamente o SÁBADO ou “grande dia” a que João se referiu no capítulo 19:31, citado anteriormente.

Assim, é indispensável determinar com que significado as Escrituras citadas pode-se ver que o Sábado que veio no dia seguinte ao que Cristo foi crucificado, não foi necessariamente o semanal dia de Sábado, de acordo com o quarto mandamento.

(Neste ano da crucificação foi uma Quinta-feira e biblicamentente chamou-se Sábado ou “o grande dia”).

O Sábado de Páscoa

Cristo foi morto no dia 14 do primeiro mês Hebreu, chamado de Nisã ou Abib ( o mesmo dia no qual o cordeiro da Páscoa era sacrificado sob o antigo Testamento – Leia Êxodo 12:1-6) e isto podia acontecer em qualquer dia da semana.

O dia seguinte á morte do cordeiro da Páscoa, sempre era chamado de “Sábado”. Isto determinamos com os seguintes versículos: “…No primeiro mês, aos quatorze do mês, pela tarde, é a Páscoa de Jeová). E aos quinze deste mês é a festa dos asmos. No primeiro dia tereis a santa convocação: nenhuma obra servil fareis…” (Lev.23:5-7)

Aqui o décimo-quinto dia chama-se Sábado, e era “uma santa convocação”, o qual contrasta com o versículo 24 ”… ao primeiro do mês terei Sábado, uma comemoração ao som de trombetas”. Uma santa convocação significa um descanso.

Era um tempo em que nenhum trabalho servil (ou trabalho de qualquer natureza) deveria ser feito. Isto era um Sábado.

Por isso pode se ver que o dia seguinte da crucificação de Cristo, o qual Lucas chama “o Sábado” (Lucas 23:54), teria por necessidade que corresponder ao dia seguinte da Páscoa, de acordo com Levítico 23, e sendo Sábado, não era sétimo dia – o Sábado semanal.

O dia da crucificação foi chamado de “a preparação” para o Sábado da Páscoa que imediatamente lhe seguia, e não foi necessariamente uma Sexta-feira da semana. Neste ano particularmente, o dia da “preparação” foi Quarta-feira. (Mais tarde o verificaremos).

Jesus morreu ao redor das três horas da tarde deste dia, e justamente antes do crepúsculo deste mesmo dia foi posto no túmulo.

Setenta e duas horas mais tarde (ou três dias e três noites) cumpriram-se antes do crepúsculo do sétimo dia- Sábado semanal, o qual foi o tempo ( de acordo com Mateus 28:1) em que o anjo abriu o túmulo e disse: Não temais vós, porque eu sei que procurais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui porque já ressuscitou, como disse. Venham, vede o lugar onde foi posto o Senhor..”(versos 5,6)

O Tempo que Estaria no Sepulcro

Agora prosseguiremos nosso estudo considerando versículos relacionados com o tempo do sepultamento de Cristo. Este tempo é referido nos Evangelhos de três modos diferentes, como segue:

1-       Jesus “estaria três dias e três noites no coração da terra” (Mat.12:40)

2-       Ele “ressuscitou ao terceiro dia” (Mat.16:21 e ver também 17:23 e 20:19 e Lucas 9:22)

3-       Jesus havia dito: “depois de três dias me levantarei outra vez” (Mat.27:63 e Marc.8:31)

Sabendo que a Bíblia é divinamente inspirada e sem contradição, deve existir completa harmonia entre estes três períodos de tempo designados, e especialmente entre os termos: “ao terceiro dia” e “depois de três dias”.

E aqui temos: A referência (nestes versículos) sobre o tempo que Cristo estaria no túmulo, de nenhuma maneira se põe em evidência ou contradiz a doutrina da crucificação na Quarta-feira e ressurreição no fim do Sábado (justamente antes do crepúsculo). Os versículos harmonizam com  esta verdade de modo maravilhoso e mostram a exatidão da Palavra de Deus.

“Ressuscitado Ao Terceiro Dia”

Como pôde Jesus Ter estado no túmulo três dias e três noites e ressuscitar no terceiro dia?

Esta pergunta é facilmente respondida. Ele foi posto no túmulo numa Quarta-feira (antes do crepúsculo). Vinte e quatro horas mais tarde se cumprem justamente antes do crepúsculo de Quinta-feira, o qual marca o primeiro dia que estava no túmulo. Contando da mesma maneira, Quinta feira foi o segundo dia e o Sábado ( antes do crepúsculo – 72 hrs mais tarde ) foi o terceiro dia.

Dias completos de 24 horas que Ele esteve sepultado, para sair do sepulcro no Sábado semanal justamente antes do crepúsculo.

“Depois de Três Dias”

Outra vez: Como Jesus poderia Ter ressuscitado ao terceiro dia e ao mesmo tempo deixar o túmulo depois de três dias?

Esta é a resposta: De acordo com Mateus, Cristo deveria estar no túmulo três dias e três noites (72 hrs). Assim cumprindo este período de tempo, diz-se depois, que ELE havia estado ali três dias. Ele não levantou-se antes de que os três dias expirassem. Porém, sobrava um tempo de claridade ainda do dia, depois que passou o tempo especificado e o crepúsculo terminara, para que fizesse sua saída do túmulo e fizesse-a no terceiro dia.

Portanto, achamos perfeita harmonia nas três definições de tempo, tudo em seu exato minuto, como sabemos que Deus faz tudo. Louvado seja o seu nome!

“O Terceiro Dia Desde…”

Há mais uma referência no fator tempo, que está ligada a crucificação e ressurreição de Cristo.

Esta foi feita por um dos homens que iam caminhando para uma vila chamada Emaús, no dia seguinte da ressurreição, enquanto Jesus (não O identificaram logo) juntou-se e andou com eles.

Iam, desconsolados, falando dos acontecimentos recentes que envolviam a morte e ressurreição de Jesus, quando disse: “ E nós esperávamos que fosse Ele que remisse Israel, mas agora, sobre tudo isso, hoje já é o terceiro dia que estas coisas aconteceram…” (Luc.24:21)

Notamos anteriormente que vários versículos está relatado que Jesus ressuscitaria no terceiro dia depois de sua crucificação e sepultamento .

Se este terceiro dia mencionado por um dos discípulos que iam a Emaús era o terceiro dia depois de que Cristo foi posto no túmulo, a conclusã0 seria que a ressurreição ocorreu no primeiro dia da semana.

Isto apresenta uma direta contradição como relatos considerado em outros versículos da Bíblia. Um deles, ao sinal de Jonas, e o outro: o relato feito por Mateus de que Cristo não foi encontrado no túmulo no final do Sábado.

Observaríamos ainda, que este não é um relato contraditório feito por Lucas 24:21, como pode-se ver observando exatamente o que diz no versículo que estamos considerando.

Quando o analisamos podemos ver que não somente NÃO É UMA CONTRADIÇÃO, mas que é impossível que o domingo tenha disso “o terceiro dia desde que..”, “o depois” seguindo o dia da crucificação de Cristo. Por que? Porque se Domingo foi o terceiro dia depois da crucificação, não teria acontecido na Sexta-feira, deveria Ter ocorrido na Quinta-feira, porque se o Domingo era o terceiro dia depois, então seguindo o raciocínio anterior, ou seja, contando para trás – o Sábado seria o segundo dia e a Sexta-feira o primeiro dia depois da crucificação, não o dia do acontecimento.

Seria absurdo e fora de harmonia com o entendimento comum e a dicção gramatical, dizer que o dia em que Cristo foi crucificado era o primeiro dia depois (ou desde) que foi feito. Isto não tem sentido. Certo?

Agora, mostraremos, analisando o que o discípulo disse, que nem complica o assunto, nem faz de modo nenhum contraditório aos relatos de outras partes da Santa Bíblia.

Embora o versículo que citamos seja usado geralmente para fundamentar a crença de que Cristo ressuscitou no Domingo, não o confirma. O discípulo não disse “…hoje é o terceiro dia depois da crucificação e morte de Jesus…” ele disse assim: “…hoje é o terceiro dia que isto aconteceu…” de tal modo que o primeiro é indispensável definir a que se refere: “que isso aconteceu” (Lucas 24:21)

Aparentemente os homens estavam falando de outras coisas além da crucificação e sepultura de Jesus, porque lemos no verso 14: “E iam falando entre si de todas aquelas coisas que tinham acontecido…”

Isso havia incluído tudo o que havia sido feito em relação a morte e sepultamento de Jesus. Algo que foi feito por último, constituiu no selamento da pedra que fechou o túmulo e o estabelecimento da guarda que cuidou o sepulcro com severa vigilância, e conclui-se no dia seguinte de sua morte, que era Quinta-feira ( o selamento e a vigilância), como a leitura dos seguintes versos:

“ E no dia seguinte, que é o dia seguinte depois da preparação, reuniram-se os príncipes e sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para que não venham seus discípulos de noite e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro.”

E disse-lhes Pilatos: tendes a guarda, ide guardai-o como entenderdes.

E, indo eles asseguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra. (Mat.27:62-66)

Assim, o tempo a contar dos dias posteriores, seria desde o dia em que a última coisa foi feita, relacionada com a crucificação, e esta era a que acabamos de assinalar: o selo do túmulo e o estabelecimento da guarda. Acontecimento ocorrido na quinta feira.

De tal maneira que a Sexta-feira havia sido o Primeiro dia depois; o Sábado o segundo dia depois e o domingo o terceiro dia depois de que “todas estas coisas aconteceram”.

Outras Versões Esclarecem

Nem todos costumam aceitar as verdades da Bíblia sem alguma resistência. Na verdade, a grande maioria não aceita mesmo, ainda que se lhes prove com muitos argumentos. Assim, decidimos incorporar mais este pensamento, baseado em outras versões que, sem dúvida, serão um reforço a amais no assunto.

Lucas 24:21: “E nós esperávamos que fosse ele o que remissem Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. (Versão Almeida Revista e Corrigida).

Conforme já explicado, esta passagem, de forma em que foi traduzida e considerando-se os três dias e as três noites, poderiam nos levar a entender que Jesus teria morrido na Quinta-feira, pois ai sexta seria o primeiro dia; Sábado, o segundo e Domingo , o terceiro dia. Todavia, vejamos o mesmo texto em outras versões:

“ São agora três dias desde que estas coisas ocorreram…” (El Nuevo Testamento del Siglo Veinte)

“e eis aqui três dias tem passado desde que todas estas coisas ocorreram…” (Versão Peshitto Siríaca). Obs: esta versão é considerada a mais antiga do mundo, antes mesmo que qualquer texto grego conhecido pelo homem.

“…Hoje (são) três dias desde que todas estas coisas aconteceram (The Curetonian Syriac) outro antigo manuscrito.

Conclusão: Nenhuma destas conceituadíssimas versões, dizem que aquele “Domingo” fosse o terceiro dia, mas que já haviam passado três dias, o que, sem dúvida, muda a situação.

Porque este Estudo?

Porque estudamos este assunto com todos os detalhes? Faz realmente alguma diferença o dia em que Cristo foi crucificado e o dia em que Cristo ressuscitou? Não é certo que a coisa mais importante é crer que Jesus morreu por nós e ressuscitou para que tenhamos vida eternamente!

Sim, é verdade o que Ele fez por nós é vital e importante, e, independente dos fatores incluídos, é de maior importância que o fator tempo. Porém, visto que outros fatores estão incluídos, o elemento tempo também é vital.

Além disso, dá grande satisfação saber que cremos e ensinamos a verdade doutrinal, já que é a falta de entendimento sobre este assunto que tem conduzidos a muitos falsos ensinamentos.

A Observância do Domingo – Um Falso Ensinamento

Nós sustentamos que a observância do domingo como dia de repouso e adoração, tem seu princípio derivado do ensinamento de que Cristo ressuscitou dos mortos num Domingo, o qual deixa esta doutrina sem base, quando vemos que as Escrituras realmente trazem o que diz respeito ao fator tempo de crucificação e ressurreição do Salvador.

Quando perguntamos-lhe porque observam o Domingo como Sábado, a maioria responde: Porque Cristo ressuscitou neste dia.

Esta é a causa que vemos das pessoas mudado o mandamento de Deus, e perdendo Sua Divina benção, por um mal entendido (ou falta de conhecimento da Santa Bíblia sobre o verdadeiro tempo da ressurreição). Por isso achamos necessidade de preparar e publicar este estudo.

O profeta Daniel disse: “…haveria um poder (humano) que mudariam os tempos e a lei…” (Daniel 7:25)

Uma prova disto é que o Domingo substituiu o Sábado como dia de repouso do trabalho e se tornou dia de adoração. Esta mudança foi feita por homens, porque não há mandamento escritural para a mudança. É perigoso adaptar nosso culto á Deus e a Cristo de acordo com a doutrina humana e estabelecer nossa fé de acordo com os ensinamentos dos homens.

Cristo chamou isto de vã adoração. Ele disse: “ Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas e mandamentos de homens…” (Mat.15:9)

Assim, se pudesse se provar que Cristo ressuscitou no domingo (o que não pode ser), isto não constituiria uma base para mudar o mandamento de observar o Sábado como dia de repouso, e estabelecer um novo dia para descanso e oração, porque não há nenhuma insinuação na Bíblia de que o dia no qual Cristo ressuscitou seria consagrado, santo, sagrado ou dia santificado ou ainda um dia usado para culto público ou privado, ou para repouso.

Não há a mínima insinuação escritural de que o dia da ressurreição de Cristo fosse recordado ou celebrado de algum modo especial.

Portanto, o tempo da ressurreição de Cristo não dá nenhuma razão para guardar o Domingo ao invés do Sábado.

A Observância da Chamada “Sexta-feira Santa”

Outro resultado do falso ensinamento sobre a crucificação e ressurreição de Cristo é a “Sexta-feira Santa”.

Cada ano a maioria das igrejas tem um serviço especial na Sexta-feira anterior a chamada Páscoa Florida (Domingo da ressurreição). Este dia é designado como “Sexta-feira Santa” e é lembrado como o dia da crucificação.

Depois de Ter lido até aqui neste tratado sobre este assunto, e havendo comparado cuidadosamente os relatos feitos com a Bíblia, não é difícil ver que não há fundamento escritural para a observância festiva deste dia.

E verdade que Cristo ensinou que deveríamos recordar sua morte. Para isso Ele mesmo instituiu uma cerimônia que cobrisse este propósito, ao qual Paulo se refere como “A CEIA DO SENHOR” (I Cor. 11:20). E esta é uma noite em que se tomam o pão sem fermento e o suco das uvas símbolos do seu corpo rompido e seu sangue derramado.

Jesus Cristo instituiu este serviço durante a noite em que foi traído ( a mesma noite do dia em que foi crucificado) e não no dia em que ressuscitou.

Portanto, tomar a comunhão no Domingo é também sem justificação Escritural. Parece que os que crêem que Cristo foi crucificado na Sexta-feira deveriam ao menos tomar a comunhão neste dia (porém, tão pouco é assim).

A “Sexta-feira Santa” é outra instituição dos homens. Cristo não foi crucificado na Sexta-feira, como claramente mostramos (mas sim, na Quarta-feira). De qualquer forma, isto não significa que a Quarta-feira é o dia que se deve observar sempre como o dia da sua crucificação.

A data da crucificação é a mesma, porém o dia da semana em que cai é variável, assim como os aniversários da crucificação diferente em cada ano.

Sobre o Domingo da Páscoa (Ou Dia da Ressurreição) ?

Visto que mostramos que Cristo não ressuscitou no Domingo, não há razões bíblicas para a observância do Domingo de páscoa, embora pela tradição e um dos dias mais importantes e especiais na maioria das igrejas.

Demonstramos que Cristo ressuscitou no túmulo antes do crepúsculo do Sábado, ou seja, o dia que precede o Domingo.

As cerimônias religiosas do Domingo de páscoa, efetuadas antes da saída do sol, são completamente anti-bíblicas. Não há exemplo, mandato ou ensinamento na Bíblia para a celebração da ressurreição de Cristo e assim já o demonstramos.

Observar a Páscoa como um dia especial, sagrado, religioso e celebrá-lo (entre outras coisas) escondendo ovos ( e suas cascas) coloridas para que as crianças procurem, fazendo as crer que os coelhos os puseram, é muito inconsciente, pra dizer o mínimo.

É engano e um infamante pecado.

Conclusão

Apresentamos a verdade relativa ao fator tempo na crucificação e ressurreição de Cristo, porque pensamos que é importante.

Jesus para provar sua afirmação de ser o MESSIAS, colocou com sinal, o sinal de Jonas (Mat.12:38-40), onde determinantemente Ele expressa que estaria no túmulo “três dias e três noites”. Com o entendimento adquirido, conte você da tarde do dia de Quarta-feira (hora em que Cristo já posto no túmulo) até a tarde de Sábado (hora que Jesus ressuscitou) e terá perfeitamente o cômputo do “sinal de Jonas: Três dias e três noites”.

Que maravilhosa harmonia e completo cumprimento encontramos na Palavra de Deus, quando temos o devido entendimento!

Vocês estão convidados para fazer o que a Bíblia nos diz das pessoas de um lugar chamado Beréia. Elas foram: “mais nobres que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda solicitude, esquadrinhando todos os dias as Escrituras, SE ESTAS COISAS ERAM ASSIM…” (Atos 17:11).

Investigue a Bíblia, estude-a cuidadosamente, de modo que você esteja pessoalmente convencido de que interpretamos corretamente a Palavra de Deus.

Há uma grande benção em conhecer a verdade. Disse Jesus: “… E conhecereis a verdade e a verdade os libertará…”(João 8:32).

 

PRA MAIS INFORMAÇÕES ENTRE EM CONTATO CONOSCO: IGREJADEDEUS15@GMAIL.COM

Jan 16

O Anti Cristo

Quem é o anticristo?

Adolf Hitler ou Benito Mussolini? Joseph Stalin ou Franklin Roosevelt:

Vamos para a atualidade … Bin Laden ou George W. Bush? Um mistério…

Até que eu poderia considerar um tema difícil para que muitos religiosos pudessem abordar, mas levando em conta de Deus nada faz sem revelar a seus profetas eu faria uma permuta das questões acima por uma só:

Será que Deus não relata a história de tão intrigante tema?

Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Amós 3:7

Enquanto o mundo espera pelo suposto tirano a se manifestar no futuro próximo, a Bíblia como indiscutível autoridade de informação descreve com detalhes sobre o poder já manifesto num período um tanto longínquo, não no futuro, mas sim no passado.

Depois disso eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas. Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas subiu outra ponta pequena, diante da qual três das pontas primeiras foram arrancadas; e eis que nessa ponta havia olhos, como olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente. Daniel 7:7,8

O profeta Daniel nos fala no contexto de seus escritos de cinco impérios mundiais, partindo de Babilônia, até o último e definitivo, que será o governo de Cristo. No verso acima temos o relato do quarto império que se refere a Roma.

            É descrito como um animal terrível e forte, mas o que chama a curiosidade é que no momento em que o profeta analisava as dez pontas que existiam na cabeça deste animal, uma ponta pequena surgiu entre as dez, derrubou três pontas e ainda tinha olhos e boca que falava grandiosamente. A Bíblia nos dá mais detalhes adiante.

7:19 Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava;

7:20 E também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça, e do outro que subiu, e diante do qual caíram três, isto é, daquele que tinha olhos, e uma boca que falava grandes coisas, e cujo parecer era mais robusto do que o dos seus companheiros.

7:21 Eu olhava, e eis que este chifre fazia guerra contra os santos, e prevaleceu contra eles.

7:19 Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava;

7:22 Até que veio o ancião de dias, e fez justiça aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino.

7:23 Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.

7:24 E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.

7:25 E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.

7:26 Mas o juízo será estabelecido, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até ao fim.

7:27 E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão. Daniel

           É muito importante atentar para os detalhes grifados, especialmente sobre o tema que estamos estudando, cabe então refletir sobre os fatos:

·        O quarto animal representava o quarto reino, forte e espantoso, devorador.

·        Tinha em sua cabeça dez pontas quando surgiu uma entre elas e abateu três.

·        Esta ponta pequena tinha olhos e boca que falava com arrogância e ainda mais:

·        Perseguia os santos do altíssimo

·        Proferia (pela boca) palavras contra Deus

·        Mudaria os tempos e a lei

·        Faria perseguição por tempo, tempos e metade de um tempo.

            O quarto reino representa o império romano pagão, que sucedeu os impérios da Babilônia, medo-persa e grego respectivamente. Se estendeu do ano 168aC até 476dC, quando se fragmentou entre dez reinos menores até que a ponta pequena representando a força religiosa derrubasse três domínios e se firmasse com força a partir de 538dC até 1798 dC.

Os três domínios subjugados pelo poder religioso foram os Hérulos, Vândalos e Ostrogodos.

A ponta pequena contida nos relatos de Daniel 7 representa o papado e define o que chamamos de anticristo.

Não unicamente um papa, mas sim o sistema representa o anticristo que relata a escritura.

·        O papa se intitula vigário de Cristo, isto é, substituto de Cristo.

·        Mudou a lei de Deus, cancelado o quarto mandamento da lei

·        Perseguiu os santos de Deus por 1260 anos no período da inquisição

·        Se coloca num governo exercendo governo não só religioso, mas político

·        Faz com que muitas religiões ensinem falsas doutrinas, como a imortalidade da alma, natal, morada no céu, trindade e outras…

 

             Apocalipse fala do mesmo poder do anticristo e confirma em ricos detalhes a atuação impiedosa deste poder religioso e político, que está manchado com o sangue de muitos dos servos de Deus do passado, que até à morte amaram a verdade e esperam pelo reino futuro e não passageiro de Cristo.

            Apocalipse

12:1 E VIU-SE um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

12:2 E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.

12:3 E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.

12:4 E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.

12:5 E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.

12:6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

O relato deste capítulo fala de uma mulher que representa a Igreja, e dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres que implacável persegue os santos do altíssimo por 1260 dias. O dragão simboliza Satanás (verso 9) que dando autoridade ao poder religioso papal buscou aniquilar os santos de Deus no passado. Observe que este período é descrito da mesma forma que em Daniel 7, no entanto, a Igreja foi guardada por Deus, fora do alcance do inimigo, embora muitos fiéis houvessem sido mortos.

Apocalipse 

12:9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.

12:13 E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem.

12:14 E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.

Apocalipse capítulo 13 vai nos falar do mesmo império romano pagão e papal, que exerceu autoridade e perseguição até 1798 dC, quando findo os 1260 anos de domínio, a força deste domínio foi por fim esgotada. No entanto, os anos de autoridade imposta foi o suficiente para cumprir tudo o que predissera o profeta Daniel sobre atrocidades da ponta pequena, o anticristo.

Apocalipse

13:1 E EU pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.

13:2 E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.

13:3 E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.

13:4 E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?

13:5 E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses.

13:6 E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.

13:7 E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.

  Em cena a besta que representa o mesmo império romano, o que em Daniel é descrito como um animal terrível, representado o império no seu nascimento, aqui João já dentro dele, o descreve no estado de maturidade e com mais detalhe. Assim como o dragão vermelho no capítulo 12 de Apocalipse, que representa o Diabo e Satanás, dentro agora do capítulo 13, o império é descrito por uma besta que trás características de  todos os impérios anteriores, como se vê:

·        Boca de leão: império de Babilônia

·        Pés de ursos: império Medo-Persa

·        Corpo de leopardo: império Grego

           Veja leitor que quem dá poder ao império papal é o dragão,e a besta tinha uma boca que proferia blasfêmias, assim como a ponta pequena de Daniel 7, além disso exerceu autoridade por quarenta e dois meses, o que é o mês de 1260 dias proféticos, ou seja, 1260 anos. (para isso multiplique 42 meses por 30 dias). No intuito de destruir a Igreja de Deus, o  inimigo, fazendo uso do anticristo, ou seja, domínio papal, buscou pôr fim à obra fundada pelo próprio Deus, só faz confirmar a promessa de Jesus de que as portas da sepultura não venceriam Igreja jamais. Aqueles que guardaram os mandamentos de Deus e preservaram o testemunho de Jesus se viram fora de ameaça; e ainda assim até hoje existem aqueles que afirmam que a Igreja original teve seu fim, o que não condiz com as palavras da profecia proferida pelo profeta Daniel e apóstolo João.

Apocalipse 17. É interessante e admirável a precisão da palavra de Deus. Ainda em Apocalipse podemos vincular mais este capítulo aos escritos de Daniel, bem como ao próprio capítulo 12 e 13 até há pouco ligeiramente estudados.

Apocalipse

17:1 E VEIO um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;

17:2 Com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição.

17:3 E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.

17:4 E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição;

17:5 E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra.

17:6 E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.

            Já esta mulher em questão não faz referência à Igreja de Deus, pois se trata de uma igreja impura, simbolizada na figura de prostituta, Babilônia, ou império romano acabou por assumir doutrinas do paganismo e com estes falsos ensinos se pões dominando sobre muitos religiosos.

Igualmente interessante é o fato de que cheia de nome de blasfêmia, assim como a boca que fala com arrogância, esta mãe de muitos religiosos se acha assentada sobre uma besta.

Agora você já parou para observar as características desta besta?

·        A besta que tem sete cabeças e dez chifres carrega esta falsa religião.

·        Toma de um cálice cheio de imundícias;

·        Se acha embriagada com sangue dos santos

·        É rica e se vê poderosa

            Paulo nos seus registros fala deste anticristo, e o chama de homem do pecado, ou filho da perdição.

2Tessalonicenses

2:1 ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele,

2:2 Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto.

2:3 Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,

2:4 O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

           Aqui temos novamente o personagem em questão. O anticristo.

           De conformidade com as palavras de Daniel, o texto mostra que este homem do pecado se levanta contra Deus, e procura como soberano exercer o seu domínio religioso.

Detalhe importante: existem aqueles que imaginam que o anticristo ainda virá depois do aparecimento de Jesus, que leva o espírito santo para o céu, liberando o caminho para uma suposta manifestação no futuro. No entanto os que tendem a este raciocínio ilógico acabam por inverter a ordem dos fatos bíblicos.

Se atentamente você observar as palavras de Paulo, verificará que primeiro viria o anticristo e só depois então viria Jesus. Mas, o que fazem os futuristas?

Crêem que primeiro vem Jesus e depois o anticristo se manifesta. Não estariam invertendo os fatos relatados pelo apóstolo?

Nenhum destes é o anticristo: Adolf Hitler, Benito Mussolini, Joseph Stalin, Franklin Roosevelt, George W. Bush ou Bin Laden. Um só cumpriu a figura que muitos comentam, e poucos o sabem identificar.

            O papado em seu governo político-religioso cumpriu a profecia respeito ao anticristo. Ele já se manifestou há tempos atrás, e não há porque esperar por outro domínio mundial que não seja o do Senhor Jesus Cristo, o quinto reino, a pedra da esquina lançada sem mãos e que fere os pés da estátua, esmiúça os domínios existentes e conforme disse o mesmo profeta Daniel teremos enfim o reino que não será jamais destruído, nem passará a outro. Será o fim de Babilônia, a prostituta que se vê como rainha. 

Apocalipse

18:7 “Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.”

E  para os que esperam em Cristo vale finalizar com as palavras:

Apocalipse

7:27 E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.

 

Debaixo de todo o  céu.. este será o domínio do Cristo junto ao que vencer e não se render jamais aos enganos de Babilônia ou suas filhas.

A perseguição aos santos

Durante os 1260 anos de perseguição, a bíblia relata que os santos estavam protegidos por Deus no deserto (Ap 12:6). Porém vale ressaltar que muitos foram mortos cumprindo a profecia de Ap. 13:7; mas conforme a profecia de Jesus (Mateus 16:18) as portas da sepultura ou as mortes não atingiram a todos e quanto mais morriam, mais novos convertidos surgiam.

 A seguir, veja o relato da Inquisição pela igreja católica, descrita na Enciclopédia Barsa

“O processo era sumário.

Mulheres, crianças e escravos eram admitidos como testemunhas de acusação, mas não de defesa…

Considerava o crime usar toalhas limpas no começo do sábado, abster-se de comer carne de porco ou peixe sem escamas entre outros.

O tribunal acolhia denúncias de quem quer que fosse, mesmo feitas por carta anônima, Depois de preso, o réu era submetido a longos interrogatórios, não lhe sendo comunicado o motivo da prisão, nem o crime de que o acusavam ou o nome do denunciante. O advogado de defesa era nomeado pelo Santo Ofício.

Os réus que se declaravam culpados eram “reconciliados” com a igreja…

Os réus acusados de crimes mais graves… eram entregues ao “braço secular” para a execução da pena capital, em geral na fogueira.

O papa Inocênio IV autorizou o uso da tortura quando se duvidasse da veracidade da declaração dos acusados.

A perseguição durou de 538 até 1798, quando tem fim o domínio papal.

 

IGREJA DE DEUS

Jan 16

O perigo da Música

O lado Sombrio do Rock 

Jocelito Régis

O interesse de escrever sobre este assunto, foi uma matéria que me chamou à atenção quinze anos atrás, foi publicado na revista Planeta. Já fazem cinco anos de buscas intensas que procuro por este artigo, foram várias tentativas, procurei até no site da editora  não tive êxito, mandei e.mail pedindo ajuda,  explicando o conteúdo do assunto que procurava e não obtive retorno. Não queria escrever sem citar a fonte, mas, neste ano, uma das minhas metas era escrever este artigo, vou ficar devendo. O importante foi ler e poder repassar para os irmãos o que dizia: Não lembro se foi no Canadá ou na Alemanha, que um Pastor expulsou o demônio de uma menina chamada Annelise, antes de sair de seu corpo o demônio disse que iria dominar a juventude através da música, isto ocorreu aproximadamente 57 anos atrás. De lá para cá houve uma enorme revolução musical, com vários estilos, e um deles é o rock que predomina até nos dias  atuais. Talvez o assunto nada tenha haver com o estilo de música que tocamos ou ouvimos na Igreja, mas uma coisa é certa, a juventude (em especial os da Igreja de Deus) tem escutado vários grupos de rock e outros estilos e isso tem mudado o comportamento de muitos, pois, em suas letras são inúmeras as citações de ocultismos e outros até explícitos de adoração a satã, outros de incitações ao suicídio e ao liberalismo sexual. ( Alguns comentários e pesquisas foram tirados das lições da revista de ensino para escola bíblica volume 32 e 38 e  no site whiplash – rock e heavy metal.)

Podemos começar dizendo que, a música tem profundos efeitos na alma humana, a músicas próprias para filmes de terror, que inclinam a alma para o medo do desconhecido, a outras que são compatíveis com cenas amorosas e sentimentais. Certas músicas produzem melancolia e tristeza, outras despertam alegria e entusiasmo. A música, portanto, é criadora de estados de alma, ela transmite idéias, transmite manifestações espirituais. A música é uma linguagem e, como linguagem ela é um meio de transmissão. Ela transmite alguma coisa: uma mensagem, uma informação. Cientificamente está comprovado que a música atua sobre o sistema nervoso das pessoas, elevando o seu grau de bem estar, a ponto que, nos dias de hoje, existe um tratamento de enfermidades depressivas, com o nome de músico-terapia, que tem surtido bons resultados.

A música, como louvor a Deus, surte o efeito de acalmar, fortalecer, profetizar e até espíritos malignos podem ser repreendidos. Os hinos podem ser executados em todo tempo e em qualquer lugar, porém, é mais comum nos encontros do povo de Deus (culto), onde é cantado coletivamente pela congregação, coral, conjunto ou individualmente. O cântico é um instrumento de louvor a Deus e, somente o ser humano possui faculdade de executá-lo com inteligência, a fim de transformá-lo em adoração ao criador. A verdadeira adoração com louvores é feita com referência, dedicação, no intuito de apresentar o louvor como sacrifício vivo, que procede de lábios puros ao Pai celestial e não como um show para demonstrar suas habilidades musicais. Todo o instrumento usado no louvor deve ser tocado em harmonia sem, contudo, encobrir a mensagem cantada ou prejudicar os tímpanos dos ouvintes. Através dos cânticos os filhos de Deus podem expressar sentimento para com o Senhor, como também, revelar Deus aos homens. O cântico nos ajuda a revelar as verdades bíblicas, para as pessoas, assim, o louvor é uma das armas que a igreja possui para ajudar na propagação do evangelho do reino.

Não podemos dizer o mesmo quando escutamos e cantamos com os grupos ou cantores de nossa preferência que aparentemente parecem inocentes! Pois, estamos entrando num terreno perigoso. È muito comum encontrar pais que não ligam que seus filhos passem horas ouvindo o seu grupo favorito, é também comum encontrar jovens, irmãos de todas as idades que, informados do que significam as letras das canções que ouvem, afirmam que não entendem suas letras, que se interessam apenas pelo ritmo ou melodia, e ainda dizem nada haver. Um grande engano, o próprio autor desta matéria escutava muito o conjunto Led Zeppelin, até que: certo dia do ano de 1.992 deixou o disco de vinil tocar e tirou um cochilo, ao despertar, viu a suposta cabeça do Imperador Nero (igual como relata a história e mostra através de figuras como era a face do Imperador) rodando juntamente com o disco. Confesso que fiquei assustado e ao mesmo tempo intrigado, pesquisei muito a respeito desse grupo e descobri que o Guitarrista Jimmy Page foi um profundo estudioso do bruxo e filósofo inglês do século 19 Aleyster Crowley, chegando a comprar a mansão deste. O vocalista do grupo Robert Plant disse numa entrevista que o problema não era cantar para um grande público, mas invocar os demônios que as músicas continham. Curtia também Ronnie James Dio, ex: vocalista do Black Sabbath, toda vez que curtia seu som alguma coisa dava errado. Custei a acreditar que ao ouvir simplesmente aquilo que eu gostava tinha alguma força oculta e sombria por trás das canções. Depois de muito pesquisar, constatei que sim! Pois, nas letras das canções existem verdadeira adoração ao demônio, tudo em troca do sucesso. (Antes de entrar para a Igreja de Deus, a minha intenção era montar uma loja de vendas de Cds, conhecimento tinha demais das inúmeras bandas e de suas histórias, até que, algo dentro de mim dizia que isso não agradaria a Deus, fato este que, relatei para o Pastor e o mesmo ficou surpreso pela minha atitude perante Deus). Bandas que aparentemente não despertam suspeitas também têm o seu lado sombrio.

Em Maio de 1989 na pagina 08 da editora três (não existe mais) a revista publicou a última entrevista de John Lennon, ele disse: “não quero vender minha alma ao diabo novamente para ter um disco de sucesso, na canção Scared (Apavorado) diz: Estou apavorado, estou apavorado, estou apavorado, apavorado, apavorado, enquanto os anos se vão, é o preço que paguei… e creio que sabia disso desde o começo”. No auge da carreira com os Beatles, chegou a dizer que eram mais famosos que Jesus Cristo. Em carreira solo, em uma de suas músicas, afirma não acreditar em ninguém, muito menos em Jesus Cristo, só acreditava em si mesmo.  O conjunto Rolling Stonesaparentemente inocente em suas canções e que 90% da população conhece e escuta diz em sua famosa canção (Simpathy For the Devils) Permita-me apresentar-me, sou um homem rico e de bom gosto, tenho estado por ai há muitos, muitos anos, tenho roubado a alma e a fé de muitos homens… prazer em conhecê-lo, espero que adivinhe o meu nome… chame-me apenas lúcifer ”. O vocalista desta banda Mick Jagger disse em certa ocasião que: se Jesus viesse a terra não venderia tanto ingresso como os Rolling Stones. Frase repetida pelo conjunto Guns N Roses.  Na tradução de uma das músicas do conjunto Iron Maidem  – Fear of the dark  diz  o seguinte: “ Você já correu seus dedos pela parede e sentiu a pele de sua nuca arrepiar, quando estava procurando a luz? Algumas vezes quando você esta com medo de olhar no canto da sala, você sente que alguma coisa está observando você” Cazuza um cantor que se vangloriava de ser homossexualismo culpa Deus por tudo o que há de errado, de mal e de feio no mundo. Na canção (Cobaias de Deus) diz: Se você quer saber como me sinto, vá a um laboratório, ou um labirinto, seja atropelado por esse trem da morte. Vá ser as cobaias de Deus. Andando na rua pedindo perdão, vá a uma igreja qualquer, pois lá se desfazem em sermão, me sinto uma cobaia, um rato enorme nas mãos de Deus mulher, de um Deus de saia… nós somos cobaias de Deus, nos somos as cobaias de Deus, me tirem desta jaula, irmão, não sou macaco desse hospital maquiavélico”Raul Seixas em uma de suas canções diz: “O diabo é o pai do Rock”. Black Sabbath na canção N.I.B diz: “Agora tenho você comigo, sob meu poder, nosso amor se fortalece a cada hora, olhe em meus olhos, você verá quem sou, meu nome é lúcifer, segure minha mão”. Robert Johnson artista de Blues da década de 30 que influenciou direta ou indiretamente todo o cenário do Rock e que teve várias bandas que cantaram seus sucessos dizia ter feito um pacto com o demônio em troca de sua musicalidade e sucesso, teve até um filme baseado em sua vida chamado Crossroads (A encruzilhada), em uma de suas musicas diz: Hoje de manhã cedo, quando você bateu na minha porta, eu disse olá, satan, acho que é hora de ir. Eu e o demônio andávamos lado a lado…” O conjunto Manowar, adorado e venerado por uma legião de fãs pelo mundo afora, inclusive era minha banda favorita diz em uma de suas canções com o titulo Bridge of Death – (Ponte da Morte) “(…) eu agora a cruzo dando a ele minha alma, eu conheço aquele que me aguarda, satanás é seu nome, através da ponte da morte ele permanece entre as chamas, satanás é seu nome, através da ponte da morte, ele é meu fornecedor enquanto eu ando pelo vazio, para a eternidade eu lhe dou minha alma, eu lhe faço esta oferta, obedeço a ele sem perguntas, mesmo que ande entre os vivos se for descoberto, satanás não me abandone eu lhe aguardo para me levar me dê asas e como mensageiro eu voarei”. Você que esta lendo algumas dessas traduções, veja no caso este último exemplo de adoração, fazem isto sem questionar, e nós como ficamos diante de Deus? Na maioria das vezes o questionamos quando não concordamos com suas Leis, com suas regras de conduta para com o ser humano, o tratamos como se fosse um objeto qualquer e na hora de adorarmos não entregamos profundamente nossa alma, nossa mente e nosso corpo como é devido. Pense nisso!

O grupo Red Hot Chili Peppersao receber o MTV Awards de 1992 (Premio máximo da musica) fez o seguinte agradecimento: Antes de Qualquer Coisa queremos agradecer a Satan”. A banda Eagles famosa pela música Hotel Califórnia embora não tenham absolutamente nenhuma aparência ou temática satânica em suas letras, foi acusada por um ex-produtor de ter ligações com a organização conhecida como a igreja de satan no estado da Califórnia. Para terminar, conheço um amigo, (não vou citar nome, por que a finalidade não é essa) que curtia muito a música Pleasure Slave – (escravas do Prazer) do conjunto Manowar, ele conta que, toda vez que curtia essa música junto com a namorada, ela ficava completamente alucinada e começava a fazer o que ele pedia, sem esforço nenhum. Confira alguns trechos da música – () mulher, seja minha escrava, essa é a sua razão para viver, mulher, seja minha escrava, o maior presente que eu posso dar, mulher, seja minha escrava, seu corpo pertence a mim, mulher venha aqui, tire suas roupas, se ajoelhe diante de mim, me satisfaça… ¨. Os integrantes da banda contrataram prostitutas profissionais para fazerem os gemidos e as risadas sarcásticas desta música. Poderia citar várias bandas, grupos, cantores nacionais e internacionais e dizer que, em suas músicas, contém alguma forma de adoração, liberalismo sexual, tendências suicidas, simpatia pelo mal, angústia, horror, desespero, punição, morte, tortura, medo e terror, incompreensão, e irracionalidade, opressão e tirania, violência e assassinato, esses são temas comuns nas canções.

Os conjuntos gospel {Para entender a música gospel – também chamada de negro spirituals, é preciso saber um pouco sobre os escravos americanos. Foram eles que criaram esse estilo musical enquanto trabalhavam no campo. Spirituals (espirituais, no português) era o nome das canções inspiradas pela mensagem de Jesus Cristo, a Boa Nova, ou evangelho (gospel no inglês). Essas canções eram diferentes dos hinos e dos salmos cantado nas igrejas. Tornaram-se um modo de os negros compartilharem a difícil condição em que se encontravam. Foi por volta de 1850, porém, que aquele novo estilo musical se tornou popular. Cantado fora das igrejas, foi levado para as cidades por causa do chamado Protestant City-Revival Moviment (Movimento Protestante de reavivamento na Cidade, em português). Tendas temporárias eram instaladas em estádios por todo os Estados Unidos, onde as canções eram entoadas. Daí Gospel virou sinônimo de música evangélica moderna. No Brasil, o gospel, já afastado do gênero spirituals, chegou pela igreja renascer em cristo, nos anos 90. Estevan Hernades, líder máximo da renascer, patenteou a marca como estratégia de marketing e lançou bandas alternativas por meio do selo gospel Recordes, gerando o que se chamou ¨Movimento Gospel Brasileiro¨. Segundo o Sociólogo Ricardo Mariano, foi quando que se institucionalizou o proselitismo centrado na música do país.

(Tirado da revista das religiões o mundo da fé da Super Interessante, edição 7 – março de 2004) que se dizem louvar a Deus, também têm suas canções reprovadas por Deus, pois, levam uma vida em total discordância da palavra. Não tem o conhecimento necessário do verdadeiro ensinamento do mestre. Existem  hinos sentimentais que foram compostos não por que o compositor estava sentindo a presença de Deus, mas porque tinha perdido o namorado (a) ou amante. Tem muitas composições com letras contrarias aos ensinamentos de Cristo que, alguns da Igreja modificam ou fazem plágio para cantá-las, e pior, além de escutarem, muitos compram seus CDs, camisas e outros materiais relacionados ao conjunto, fazendo com que prosperem tanto o conjunto quanto a igreja que frequentam. Ser um músico papagaio qualquer um pode ser, agora, quando você se dedica a fazer o melhor, ou seja: aprender a tocar um instrumento bem e com arte {Salmo 33.3}, ou quando compõe sua própria música de todo coração e com gratidão, Deus com certeza aceita e abençoa; ou você dúvida!

Não quero menosprezar, difamar e muito menos criticar nenhum conjunto ou cantor gospel. Tem vários músicos profissionais que realmente se dedicam  e contribuem para que muitos, deixem de roubar, matar, se drogar e se alcoolizar.

Aproximadamente 10 anos atrás, ouve uma revelação na Igreja de Deus da grande Florianópolis, conta-nos o Pastor que, orou a Deus perguntando se existia algum problema na Igreja! De madrugada ouviu em sonho, uma voz que disse: O PROBLEMA DA IGREJA? O PROBLEMA DA IGREJA ESTA NA MÚSICA. O Pastor ficou surpreso, pois, nunca imaginava que havia problema na Igreja com relação aos cânticos (música, Hinos etc.). Novamente a mesma voz disse: O PROBLEMA DA IGREJA ESTÁ NA MÚSICA. Então veio na mente do Pastor o versículo de {Amós 5:23}. Naquele tempo cantávamos cânticos de outras denominações. Diante da resposta obtida, percebemos a grande necessidade de compormos hinos próprios. Com a colaboração de vários irmãos das Igrejas de Deus, temos aproximadamente mais de 100 hinos e corinhos, incluindo um hinário feito especialmente para as crianças. Podemos melhorar muito com a ajuda de todos. Pedimos encarecidamente aos irmãos  que estiverem lendo esta matéria, orações, para que possamos gravar todos os hinos e fazermos nosso próprio hinário, afim de mandarmos para todas as Igrejas, para que todos aprendam e assim  louvarmos a Deus na certeza de uma aceitação. Existem erros, sim! Mas também existem esforços, o passo inicial foi dado, somente vamos conseguir vencer os obstáculos se houver amor, dedicação e valorização do que é nosso. É desta maneira que vamos crescer em todos os sentidos, lembrem-se: ninguém consegue vencer sozinho, somente com a união e o esforço de cada um é que vamos prosperar. Que no próximo concilio, possamos estar unidos num só propósito de louvar-mos e adoramos ao grande e eterno Deus.

Jan 16

A Ceia do Senhor

Para que não esqueçamos 

Fazei isto em memória de mim (Lucas 22:19)

O cristão tem momentos que precisa lembrar? Estávamos perdidos no pecado, sem esperança e condenados à destruição eterna. Mas Cristo cedeu sua vida por nós, para redimir-nos dessa maldição. Fez isso quando ainda éramos seus inimigos (Romanos 5:6-11)! Lemos os últimos capítulos dos quatro evangelhos e ficamos abismados com o pecado, o orgulho, o ciúme e o ódio que o pregaram na cruz. Mas será que sabemos devidamente que, se esquecermos isso e vivermos como um mundano, estaremos crucificando-o e de novo expondo-o à vergonha (Hebreus 6:6)? Ou será que calcamos aos pés o Filho de Deus e profanamos o sangue da aliança com o qual fomos santificados e ultrajamos o Espírito da graça (Hebreus 10:26-30)?

Se esquecemos a maldição do pecado e o horrendo sacrifício que foi necessário para libertar o homem desse pecado, estamos fadados a repetir esses pecados e agir como o cão que voltou ao seu próprio vômito” e como a porca lavada que voltou a revolver-se no lamaçal” (2 Pedro 2:20-22). Para evitar isso, devemos lembrar a morte, o sepultamento e a ressurreição de nosso Senhor!

Em sua sabedoria, o Senhor nos deu uma festa para sempre termos “Jesus Cristo,” diante de nós. Ele não nos deu estátuas, cruzes, quadros, imagens ou qualquer coisa terrena, mas nos providenciou uma simples participação do pão asmo e do fruto de uva  I Coríntios 11:17-33.) Mas a festa que ele nos proporciona está repleta de significado. O pão que representa o corpo de Cristo é sem fermento, mostrando assim que devemos lutar para viver acima do pecado, exatamente como ele fez (I Coríntios 5:6-8). O sangue que foi necessário para a nossa purificação é bem retratado pelo fruto de uva. Isaías 1:18, falando a esse respeito, diz: “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã”. Essa lembrança nos fará apresentar o nosso corpo por sacrifício vivo santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1).

A festa não apenas nos faz olhar para trás, para o sacrifício dele, mas também nos impulsiona a olhar para frente, com esperança. Ao lembrarmos a sua ressurreição, estamos sempre lembrando que isso é uma promessa da nossa própria ressurreição – e assim anunciamos “a morte do Senhor, até que ele venha”. Com a lembrança de seu sacrifício por nós, a esperança de uma recompensa a coroa da vida e a sua palavra a nos orientar, como é possível falharmos?

A resposta a essa pergunta é que não falharemos se nos lembrarmos! Mas, assim como os israelitas esqueceram e perderam a vida, assim também podemos esquecer e perder a coroa da vida eterna. Paulo advertiu a igreja de Corinto que “muitos estão fracos, doentes e outros dormem”  porque perderam o verdadeiro sentido da ceia do Senhor. Estavam tomando sem “discernir o corpo”. Que insulto para Cristo é participarmos dessa festa sem pensarmos em seu sacrifício. O próprio ato que tem por objetivo ajudar-nos a lembrar acaba sendo assim o meio de esquecermos. Que isso não aconteça.“Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia e sim com os asmos da sinceridade e da verdade” (I Coríntios 5:7-8).

Esta festa tem dia e hora marcada, é uma vez no ano, segundo o calendário bíblico dia 14 de Abib ou Nisã no seu inicio ou seja na parte escura no findar do dia 13 após O POR-DO-SOL no mesmo dia que o mestre Jesus instituiu. 

Para sabermos a data correta pelo calendário bíblico não é difícil, pois a primeira lua nova após o equinócio de outono ou seja após o dia 20 de março, inicia o ano, conta-se 13 dias e na noite se realiza a Ceia do Senhor. 

 

Que tipo de Pão devemos usar

Somente pão sem fermento deverá ser usado na Ceia do Senhor, por duas razões: Œ Este é o que Jesus usou, e  Este é o símbolo apropriado para o sacrifício perfeito de Jesus. Consideremos a evidência bíblica apoiando estas duas razões.

Pão sem fermento é o que Jesus usou. Os relatos nos Evangelhos (Ma-teus 26:17-30; Marcos 14:12-26; Lucas 22:7-23) tornam claro que Jesus comeu a Ceia do Senhor com os apóstolos durante os Dias dos Pães Asmos (sem fermento). Durante esta festa, que se originou quando os israelitas estavam preparando para sair de sua servidão no Egito, o consumo de fermento era terminantemente proibido (Êxodo 12:15). Não há dúvida de que o pão que Jesus usou na primeira Ceia do Senhor não era fermentado. Isto, por si só, é razão suficiente para se usar somente pão sem fermento na Ceia do Senhor, pois os verdadeiros discípulos de Cristo sempre procuram seguir seu exemplo e instrução (I Coríntios 11:1; Colossenses 3:17).

 O pão sem fermento é o símbolo apropriado para o sacrifício perfeito de Jesus. No Velho Testamento, o fermento simbolizava a impureza que não poderia ser oferecida a Deus. Além da proibição do fermento durante os Dias dos Pães Asmos, a Lei de Moisés proibiu o uso de fermento em qualquer sacrifício ao Senhor (Levítico 2:11). O fermento é usado, no Novo Testamento, para representar a falsa doutrina (Mateus 16:5-12) e a corrupção moral (I Coríntios 5:1-8). Deus não aceita tal impureza nos sacrifícios oferecidos a ele. Para ser um sacrifício aceitável, Jesus teve que ser sem fermento (I Coríntios 5:7), isto é, sem pecado (1 Pedro 2:21-25).

Para tanto devemos prepara o Pão que deve ser somente com trigo, azeite de oliva, sal e água pura.

Do mesmo modo o vinho o suco da vida, deve ser preparado por irmãos ou pelo pastor, para que não contenha estabilizante, corante, conservante ou coisa do gênero.

Jan 16

MELQUISEDEQUE

MELQUISEDEQUE, REI DE JUSTIÇA, REI DE PAZ

Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote de Deus Altíssimo, ele foi ao encontro de Abraão, quando este voltava vitorioso da batalha contra os reis, ele abençoou Abraão”.

Somente em três partes da Bíblia se menciona o nome de Melquisedeque. Gênesis 14:18; Salmos 110:4; e em Hebreus nos capítulos 5 à 7. Nestas passagens o menciona como um sacerdote eterno. Sem dúvida este sacerdote  no foi um personagem figurativo, nem simbólico e tão pouco é o mesmo Cristo.

O escritor da carta aos Hebreus, apresenta a estes (os israelitas) a superioridade entre Cristo e Moisés (Hebreus 3:3-5) entre o sacerdócio de Jesus e o sacerdócio de Arão (Hebreus 9:24-26; 10: 1-8), a superioridade entre o culto antigo e o culto cristão, ( Hebreus 10:1-13).

JESUS, SACERDOTE

Segundo a ordem de Melquisedeque

Falando de Jesus o escritor de Hebreus diz: “…Que  entra até dentro do véu do templo; onde Jesus entrou por nós como precursor, tendo se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem do sacerdócio de Melquisedeque”. 

Hebreus 6 :19,20

QUEM ENTÃO ERA MELQUISEDEQUE?

O escritor responde: “Considerai quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dizimo, tirado dos despojos” (Hebreus 7:4) Esta superioridade, e referente ao seu cargo de sacerdote do Deus Altíssimo.Os judeus admitem que existia superioridade oficial e pessoal de Melquisedeque sobre Arão, chegaram a conclusão de que este sacerdote real, no era outro se não Sem, filho de Noé, o qual cronologicamente conheceu a Abraão, e viveu todavia mais 35 anos depois da morte de Abraão.

QUAL ERA O COSTUME?

Antes de analisar o capitulo 7 de Hebreus, será necessário averiguar algo da história antiga, mais precisamente da época em que viveram Abraão e Melquisedeque, para entendermos melhor o que está escrito neste capitulo. Revisando a história antiga, encontramos a tradição hebréia, que diz que Sem o filho mais velho de Noé, foi posteriormente conhecido como Melquisedeque. Isto parece estranho não, porém antes de fazermos  conclusão antecipada , vejamos o que diz a história e a Bíblia.Gênesis 11:10,11, nos informa que Sem tinha 100 anos de idade quando gerou Arfaxade, dois anos depois do dilúvio. E que sem viveu ainda mais 500 anos depois que gerou Arfaxade. Seguindo a cronologia da linhagem de Sem, registrada neste capitulo, veremos que Abraão nasceu 292 anos depois do dilúvio, quando Sem tinha  390 anos de idade, Abraão viveu 175 anos, assim quando Abraão morreu, Sem tinha 565 anos de idade, e  Sem viveu até 600 anos de idade, desta maneira ele viveu mais 35 anos depois da morte de Abraão. Talvez você pergunte: porque a diferença no nome? Olhando os registros Bíblicos, encontramos alguns exemplos de mudança de nomes de homens que serviram a Deus. Como Abrão, para Abraão, de Jacó para Israel, etc.

Não temos nenhum registro Bíblico de que o nome de Sem foi mudado. Porém é bom considerarmos todos os fatos que ocorreram durante a vida de Sem. O primeiro episódio é que o mundo de então passou por uma confusão de línguas, quando da construção da torre de Babel, segundo se registra em Gênesis 11. Quando um nome passa de uma língua para outra há geralmente uma mudança na pronúncia ou na ortografia. Outro fator é que os nomes tinham um significado real  naquela época, e quando traduzimos o significado do nome  de Sem, encontramos que quer dizer: “renomear ou nome.” Em outras palavras, ele foi conhecido como um grande homem, um homem de grande caráter, com o qual um homem é conhecido.

Outro fato em que encontramos alguns exemplos, é que Deus escolhia ao homem mais justo e dedicado de uma família para ser linhagem da qual veria o Cristo, como Sete, filho de Adão, Sem filho de Noé, Davi filho de Jessé, etc.

Conectando tudo isto com o significado do nome Melquisedeque, que significa, “rei de Justiça” Melquisedeque no tempo de Abraão era também, “o rei de Salém” Salém traduz-se por PAZ.

Outro aspecto que devemos avaliar é sobre os costumes do povo logo após o dilúvio.

Naquele tempo os sacrifícios eram feitos pela cabeça da família. Desta forma o sacerdote de cada família era o mesmo pai, avô ou tataravô, ou seja, o mais velho da parte paterna da família.

Quando uma família crescia o suficiente para fazer uma tribo, a cabeça da família (o homem mais velho) se tornava o chefe ou rei. Por está simples razão este homem era o sacerdote e rei. Assim, Sem o mais velho, dos filhos de Noé, era no tempo de Abraão, o homem vivente mais velho na terra. E conseqüentemente era tanto sacerdote como rei.

Agora podemos entender como Sem pode chegar à posição de Melquisedeque.

Tempos mais tarde, no tempo de Moisés, a família de Levi foi escolhida das tribos de Israel para ministrar o sacerdócio.

 Depois de muitos anos Deus escolhe a família de Davi para governar a Israel, e desta família saiu os reis de Israel. Desta maneira surgiu a separação entre o oficio do rei e do sacerdote.

 

CRISTO UM SACERDOTE DE QUE ORDEM?

Agora poderemos analisar a profecia da vinda do messias de Israel, da qual Davi escreveu no Salmo 110:4; e que se faz menção no livro de Hebreus capítulo 5:6,10; e 6;20; Está profecia diz que Jesus Cristo seria sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.

Quando Davi escreveu este Salmo, estava vivendo sobre a ordem do sacerdócio Levítico, que era da família e ordem de Arão. Por inspiração divina Davi escreveu que na vinda do messias, haveria uma mudança na ordem do sacerdócio do povo de Deus, e que o messias seria sacerdote da ordem ou semelhança de Melquisedeque. Por está razão que o escritor da epístola aos Hebreus cita esta profecia seguidamente. Lembre-se que esta epístola foi escrita ao povo Hebreu que havia sido ensinado sob o sacerdócio Levítico, que era da ordem de Arão.

Agora chegamos ao capitulo 7, da epístola aos Hebreus e encontramos a explicação do apóstolo ao povo hebreu, concernente a uma grande mudança que teve no oficio do sacerdote. E neste capitulo o argumento do escritor alcança um nível ascendente. Primeiro, faz o povo lembrar-se quão grande oficio era o de Melquisedeque, e segue explicando que Cristo é ainda maior, e que também o é seu oficio como sacerdote. Porem seu oficio sacerdotal tem características ou semelhança ou ordem de Melquisedeque, e não da ordem de Arão.

Conseqüentemente, vemos que este capítulo retrata muito mais que um homem, com o oficio de sacerdote.

Jesus não era da tribo de Levi, ou da família de Arão, da qual teria que vir todos os sacerdotes de Israel. Ele era descendente da casa de Davi, das quais veriam os reis.

Era muito difícil para os Hebreus entender esta mudança, já que por séculos havia posto sua principal ênfase nas profecias que diziam que o messias seria rei, e descuidaram completamente o sacerdócio que anunciavam estas mesmas profecias.

Os sacerdotes levitas iniciavam seu oficio aos trinta anos de idade, e como havia muitos deles, se alternavam uns com os outros, segundo uma ordem elaborada no tempo de Davi. Depois da idade de 50 anos era obrigatório que se retirassem. (aposentavam-se).

O oficio do sacerdócio de Melquisedeque era totalmente diferente, pois ele uma vez que assumiu seu oficio, permaneceu sacerdote para sempre, por todo tempo que viveu Agora podemos entender a profecia concernente ao Senhor Jesus, quando Deus diz: “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.” Hebreus 7:21. Ele não teria que compartilhar seu oficio com outros, nem tão pouco seu oficio teria fim, como o era dos sacerdotes temporais da ordem de Arão. Pois Cristo é sumo sacerdote para sempre.

Creio que podemos explicar Hebreus 7:3 que fala do oficio do sacerdote Melquisedeque e não de sua família.

Quando diz: “Sem pai, sem mãe”, simplesmente quer dizer que ele não teria que nascer de certa família para ser sacerdote. Pois em seguida diz: “Sem linhagem”. O que significa que não foi filho de sacerdote, o que automaticamente o faria um sacerdote por causa de sua família. Porque na continuação diz: “Que não tem princípio de dias, e nem fim de vida”. Isto quer dizer que ele não teria que chegar a certo limite de idade para ter entrada automática no oficio de sacerdote, e nem tão pouco teria que se retirar aos 50 anos, ou qualquer outra idade, sim “permaneceria sacerdote continuamente” pelo tempo que vivesse.

Os versos 4-10 faz comparações para demonstrar quão grande era o sacerdócio de Melquisedeque, que até o patriarca Abraão lhe entregou seus dízimos, por isto ainda os filhos de Levi deveriam fazer, pois eles  eram descendentes de Abraão. Ressalta ali que os levitas tomavam dízimos de seus irmãos da casa de Israel. No verso 8 se faz notar que Jesus, que vive para sempre, é quem agora recebe nossos dízimos, e sempre será Ele, pois seu oficio de sumo sacerdote não terá fim.

UMA MUDANÇA DE SACERDÓCIO

No verso 11 chegamos a um contraste entre o oficio de sacerdócio de Jesus e aquele da ordem de Arão. O verso diz: “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico, que necessidade haveria ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?“.

O povo de Israel obviamente não havia visto necessidade real de uma mudança no sacerdócio. Eles deveriam dar-se conta pelos seus próprios escritos que o sangue dos touros e bodes não poderia tirar os pecados. Por tanto era necessária vir um outro sacerdote que não se limitaria aos sacrifícios de animais, sim que seria capaz de uma vez por todas fazer um grande sacrifício que acabaria com os pecados do povo para sempre. Jesus foi este homem, é o grande sumo pontificie. Ele deu a sua própria vida na cruz no calvário pelos nossos pecados. Havendo feito este grande sacrifício que duraria para eternidade, foi necessário haver uma mudança na lei sacerdotal, pois não haveria mais necessidade de se ter um sacerdócio Levítico (da ordem de Arão), cujo oficio era de oferecer sacrifícios de animais segundo seus rituais que eram todos para ensiná-los que o redentor estava por vim. O trabalho daqueles sacerdotes e seus ofícios haviam terminados. Os versos 15-17 nos dizem outra vez que o oficio do sacerdócio de Jesus é uma semelhança de Melquisedeque.

 

CONTINUAMENTE

PARA SEMPRE

Uma coisa ainda, que é muito importante notar é esta, a diferença que a Bíblia faz ao comparar o sacerdócio de Jesus com o de Melquisedeque. Voltemos ao verso 3, onde o oficio do sacerdote Melquisedeque é o tema sob consideração, diz que Ele “permanecerá para sempre” o continuamente, enquanto que o verso 21 diz: “Tu és sacerdote eternamente”. Por está diferença podemos saber que Melquisedeque foi um homem que sobrepujou o tempo normal de uma vida comum e depois morreu para esperar tempo da ressurreição dos mortos.

Jesus porem morreu e ressuscitou depois de três dias e três noites, sendo ele a primícia da ressurreição. Ele é quem chamará ao seu devido tempo a todos os homens de suas sepulturas para encontrar-se com ele, como salvador, ou como juiz. Dependendo de suas obras que praticaram enquanto viviam.

Por esta mudança que tem sido feita no sacerdócio, já não há mais necessidade de sacrifício de animais, ou rituais. Ali só fica, sem duvida, a maior e mais urgente necessidade para todos os homens. Arrepender-se e confessar seus pecados diante de Deus, para receber o perdão total do eterno e grande sacerdote, e poder achar vida e gozo para sempre.

 

 

Jan 11

Enoque e Elias

ENOQUE FOI TRANSLADADO

PARA ONDE ELE FOI?

… Andou Enoque com Deus e já não era porque Deus o tomou para si” (Gênesis 5:24)

Muitas pessoas estão firmadas neste curioso verso para tentar provar que Enoque FOI ARREBATADO para o céu, onde Deus habita.

Neste resumido estudo nós pretendemos mostrar a verdade sobre a transladação de Enoque.

Quando Moisés narrou o 5º capítulo de Gênesis, ele cita as descendências dos Patriarcas sem sair do seu padrão de narrativa. Quando, porém, se refere a ENOQUE ele traça um valoroso comentário que nos faz chegar à conclusão de que Enoque foi um homem de calibre especial para Deus. Visto que no seu tempo a corrupção do gênero humano aumentava a cada dia, mas Enoque agradava a Deus, andando segundo a sua vontade e, além de fazer à vontade de Deus, ele repreendia aquela geração que se distanciava de Deus pela prática do pecado, provavelmente, ele advertia-os de que Deus os destruiria, pois Enoque era também profeta e, ainda em seu tempo, profetizou a respeito da vinda de Jesus Cristo.

E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; para fazer juízo contra todos e condenar entre eles todos os ímpios…” Judas 14.

Os ímpios, aqui mencionados, são os pecadores desde Adão até a vinda de Jesus. Assim Enoque despertava a ira nos pecadores do seu tempo: ao profetizar que seriam julgados e eliminados, o ódio era tamanho que chegaram a ponto de desejarem matá-lo.

Nós sabemos que de todos os homens que foram usados por Deus para transmitir a sua palavra, muitos foram perseguidos pelos seus inimigos, (os pecadores) e até mortos.

Foi o caso de muitos homens de Deus no passado como muitos profetas como o próprio Cristo exclamou:

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados!…” (Mt 23:37). E no início do novo concerto João Batista e o próprio filho de Deus e, por último, os apóstolos e seus seguidores, que foram PERSEGUIDOS, e mesmo mortos, por que agradavam a Deus e falaram a verdade.

E Enoque era um deste que foi odiado pelos transgressores das leis de Deus e que, se possível, eles o matariam se Deus não intercedesse por ele, ou seja, Deus teve que retirá-lo do meio daquela geração e levá-lo para outro lugar, na terra, conservando sua vida. Exatamente por isso foi que o escritor de Hebreus disse:

… Pela fé Enoque, foi transladado para não ver a MORTE” (Hebreus 11:5).

A Enoque Deus o transladou, ou seja, segundo o dicionário, ele foi levado de um lugar para o outro da terra para não ser morto, pois que estava sendo perseguido por aquela geração que se corrompia e que queriam matá-lo pela sua fidelidade para com Deus. Mas não foi achado! Porque Deus o “TRANSLADARA” (Hebreus11:5).

Ora! Que verdade! Se não foi achado é porque foi procurado! E se foi procurado é porque estava sendo perseguido, e se perseguido, é por que, com certeza, estava em algum lugar da terra. Bastante lógico não? Só que ele obteve testemunho de haver agradado a Deus! E por isso Deus o transladou para algum outro lugar da terra.

Visto que antes da sua translação conseguira agradar a Deus!“. (Hebreus11:5)

FELIPE TAMBÉM FOI ARREBATADO, como Enoque e Elias o foram, e para onde foi Felipe? Para algum lugar da terra. (Atos 8:39-40) Foi de Gaza para a cidade de Azoto.

Além do mais, Enoque não foi o único a andar com Deus! Veja Noé (Gn.6:9); Abraão (Gn. 17:1; Gn.24:40); Davi (I Reis 3:6); E algumas dezenas de outros. Agora, se Enoque foi arrebatado para o trono de Deus no céu, como muitos afirmam, eu perguntaria: Será que estes outros, que tanto fizeram pela causa de Deus, e também andaram com Deus, não tiveram o direito de serem arrebatados para o trono de Deus?

A verdade, é que Enoque não foi arrebatado para o trono de Deus, no céu. Ele só foi levado para outro lugar, porque ali ele estava em perigo de vida.

Além disso, Jesus afirmou:

Ninguém subiu ao céu” (João 3:13)

O apóstolo Paulo escreveu que foi arrebatado ao terceiro céu, se em visão ou não, ele não sabia (II Cor. 12:2). Porém ele não viu lá os santos do antigo testamento, nem do novo, por que? Porque eles não estavam lá! Jesus disse que eles não estavam lá, e Jesus não pode mentir! Mas então onde estão eles? Estão dormindo no pó da terra aguardando a bem-aventurada primeira ressurreição, onde os que fizeram o bem sairão para vida. (João 5:28-29). Neste mesmo verso, o Mestre diz:

Os que estão no túmulo (Os santos) sairão para ressurreição da VIDA!

Vê amigo? Tenho certeza de que Enoque está entre eles! Pois como homem nasceu e morreu, porque:

“… Aos homens está ordenado morrerem” (Hb. 9:27).

A Bíblia diz que os dias de Enoque foram 365 anos (Gn 5:23), assim como os de Noé foram 950, os de Isaque 180 e etc. Ora, se eles morreram com essa idade, Enoque também, pois a Bíblia diz que seus dias foram 365 anos. A propósito! Enoque está na galeria dos heróis da fé, de Hebreus 11, e ali está bem claro que ele MORREU COMO OS OUTROS SANTOS sem receber as promessas, esperando a bem-aventurada ressurreição.

Todos estes morreram na fé!…”

Sem terem alcançado as promessas! No entanto, aguardavam-na, pois

proveu Deus coisa melhor a nosso respeito, para que sem nós eles não fossem aperfeiçoados” (Hebreus 11:13; 39-40).

Nem Enoque, nem Elias, nem ninguém está hoje no céu. Todos eles estão dormindo aguardando a ressurreição. Para que junto com a Igreja possam gozar do REINADO MILENAR DO SENHOR JESUS!

Além de todos estes que Hebreus cita, dizendo que morreram, sabemos que foram perseguidos, atirados para os leões, serrados ao meio, MORTOS ao fio da espada, aguardando uma superior ressurreição. (Hb 11:36-37). Por isso Enoque está entre eles. Porque também foi perseguido como eles, e MORREU COMO ELES, depois da sua transladação, pois Deus não permitiu que seu servo provasse aquele tipo de morte. Foi arrebatado para outro lugar e depois morreu como um homem normal.

Agora, veremos onde se encontra Davi.

Repare que Deus viu em Davi um homem segundo seu coração e que executava toda sua vontade (Atos 13:22).

Seja-me lícito vos dizer acerta do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e até hoje está entre nós a sua sepultura.” (Atos 2:29)

Se o leitor der uma examinada no contexto desses versos, sobre a ressurreição do Senhor Jesus, vai descobrir que Pedro cria e pregava que Davi e os outros “santos” não estavam no céu, pois ele acrescentou:

Ora Davi NÃO subiu aos céus...” (Atos 13:34)

Só o Senhor Jesus subiu aos céus, nenhum outro homem foi para o céu, nem Davi, nem Elias, nem Moisés ou Enoque.

E já que estamos falando sobre Davi, vamos ver o que ele acreditava a respeito do ESTADO EM QUE SE ENCONTRAM OS MORTOS.

Sai-lhes o espírito e eles tornam-se a sua terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos” (Salmos 146:4).

Não há nada que o morto saiba, nem o salvo e nem o ímpio. Ec. 9:5-6; 10. Estão todos aguardando a ressurreição, como diz a Bíblia: Ec. 3:18-21; I tess. 4:15-17; I Cor.15: 50; Dn. 12:2; Jo. 11:11.

Precisamos refletir no seguinte fato: Se os Salvos estão no céu, e esta é a sua recompensa, então porque Cristo precisará ainda vir outra vez? Será que os salvos terão que sair do céu para depois retornar novamente? Como pode ser isso? E se a recompensa é dada somente na vinda de Jesus, como então estes já receberam?

E quanto a Lázaro, o amigo de Jesus? Se ele já estava no céu, por que Jesus o tirou de lá? Para voltar a sofrer as angústias dessa vida novamente? Se foi realmente assim o Mestre só trouxe prejuízo ao seu amigo Lázaro, em vez de lhe ajudar ao ressuscitá-lo dentre os mortos. Não é verdade?

E ELIAS SERÁ QUE FOI PARA O CÉU?

E Elias subiu ao céu num redemoinho” (II Reis 2:11).

Realmente Elias foi elevado ao céu, mas para qual CÉU? Vejamos:

A Bíblia nos menciona a existência de três céus, (II Cor. 12:2) Temos certeza de que para o céu, no trono de Deus, Elias não foi. Sabendo, primeiro, que Jesus afirmou que para lá ninguém foi. Esse, pelas referências Bíblicas, é o terceiro céu. O segundo, é o céu das estrelas, da lua, do sol e etc, ao qual o profeta não pode ter ido pois, ao sair da atmosfera terrestre, seu corpo se desintegraria. E o primeiro céu, é o céu das nuvens, das chuvas, dos redemoinhos, ciclones e etc. Para este é que foi o profeta Elias, também Enoque, também Filipe e outros que foram arrebatados. Pois é somente no primeiro céu que há redemoinhos. Hoje ainda, de vez em quando, eles surgem cortando o país de norte a sul. E foi um deles que levou o profeta Elias para algum outro lugar da terra e não um carro de fogo como muitos afirmam. O carro, simplesmente, separou Elias de Elizeu. Elias subiu ao céu num redemoinho (II Reis 2:11). Prova disso é que, após o seu arrebatamento, alguns homens o procuraram, pois sabiam que o profeta estaria em algum lugar da terra. Mas não o encontraram, pois o redemoinho de vento o levou para longe (II Re. 2:16-17). Seja sincero amigo: Você acha que um redemoinho, de vento, pode chegar aonde Deus mora?

Agora, se ainda estás incrédulo quanto ao paradeiro de Elias, saiba que após muitos anos do seu arrebatamento ELIAS mostra que está em algum lugar da terra ao escrever uma carta para o rei Jeorão. (II (Crônicas 21:12). Se ele escreveu uma carta como poderia estar no céu? Na verdade Elias encontrava-se em algum lugar, não muito longe de Jerusalém, já que estava acompanhando os atos do rei Jeorão que matou muitos dos seus irmãos, fez os moradores de Jerusalém e a Judá se corromperem segundo o caminho de Acabe, que foi rei em Israel.

Muitos dizem que Elias escreveu esta carta antes de ser arrebatado. Basta dar uma rápida lida na carta, enviada por Elias, e veremos que não é uma profecia o que está escrito no início, mais sim uma repreensão pelas obras que Jeorão havia praticado:

Então lhe veio um escrito da parte de Elias o profeta, que dizia: Assim diz o Senhor, Deus de Davi teu pai: Porquanto não andastes nos caminhos de Josafá, teu pai e nos caminhos de Asa, rei de Judá, mas andastes no caminho dos reis de Israel, e fizestes corromper a Judá e aos moradores de Jerusalém, segundo a corrupção da casa de Acabe, e também matastes a teus irmãos, da casa de teu pai, melhores do que tu.” (II Crônicas 21:12, 13)

Após a repreensão, Elias inicia uma profecia contra Jeorão dizendo:

Eis que o Senhor ferirá com um grande flagelo ao teu povo, e aos teus filhos, e às tuas mulheres e a todas as tuas fazendas. Tu terás uma grande enfermidade por meio dum mal nas tuas entranhas, até que te saiam as tuas entranhas, por causa da enfermidade, de dia em dia“. (II Crônicas 21:14,15)

Esta profecia cumpriu-se, totalmente, dois anos mais tarde, quando Jeorão morreu.(II Crônicas 21:17-20)

Agora, vamos refletir o que disse Tiago sobre esse profeta?

… “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós” (Tiago 5:17)

Elias era sujeito a morte como nós o somos e, se aos homens está ordenado MORREREM, então ele também morreu. Além do mais, Elias era um profeta e em Hebreus.11:32 diz que ele e os outros profetas estão aguardando a ressurreição. Quanto à aparição no monte da transfiguração, (Mat. 17:9) o Senhor Jesus disse que aquilo era uma visão, como o lençol cheio de animais imundos que Pedro viu, não existiu, só era uma visão. Assim os Boanerges só tiveram uma visão, pois Moisés e Elias não estavam realmente no monte. Tanto eles, quanto Enoque e todos os Salvos, de todos os tempos, estão DORMINDO NO PÓ DA TERRA, aguardando a vinda do Senhor Jesus.

Tenha em mente que eles não podem ter recebido as promessas antes de nós, como Abrão, que está ainda aguardando a “CIDADE” que tem fundamentos. (Hebreus 11:10).

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